Hora do adeus! Saiba o que fazer após a morte do pet

A cremação dos animais é a solução mais recomendada e a mais procurada pelos tutores. Serviço é oferecido em cemitérios especializados

Reprodução/Unsplash

atualizado 16/12/2019 16:13

A hora de dizer adeus para quem amamos nunca é fácil. Quando o assunto são os pets, além de ser um momento difícil de despedida, a situação pode ser também complicada e delicada, afinal, muitos tutores não sabem como proceder após o falecimento do animal.

De acordo com médica veterinária Jaqueline Sousa, algumas opções são oferecidas aos tutores depois de o animal falecer na clínica, principalmente nos casos de eutanásia. A veterinária alerta que não é ideal tentar enterrar o corpo do animal em casa ou tomar alguma outra providência por conta própria – devido a questões ambientais e de saúde pública.

“Os tutores ficam muito abalados, então nós damos a opção da cremação coletiva ou individual e o sepultamento. Em casos raros, damos a escolha ao tutor de doar o bichinho para ser estudado em alguma faculdade. Mas nós evitamos deixar que a pessoa leve o animal para casa, pois, às vezes, acham que enterrar por lá é uma boa ideia, mas não é”, alerta.

Enterrar o animal em casa (ou em algum outro terreno) e descartá-lo em local inapropriado é crime ambiental, de acordo com o artigo 54 da Lei nº 9.605, e pode ter como punição multa e reclusão de até quatro anos. Por isso, o cemitério pet Memorial Jardim dos Animais responsabiliza-se em cuidar de todo o processo para o tutor. O cemitério fica localizado em Águas Lindas, pois no Distrito Federal ainda não é liberado esse tipo de serviço.

De acordo com a sócia-proprietária do local, Janaína Ribeiro, muitos tutores tratam os pets como membros da família e por isso procuram se despedir da melhor forma possível. De acordo com ela, o cemitério oferece o serviço de sepultamento a partir de R$ 300, com o translado e a cerimônia de despedida incluída. Além disso, o tutor pode visitar o túmulo do pet quando quiser, principalmente no dia dos animais, 04 de outubro, quando o local faz uma programação especial.

“Nós fazemos o velório para o bichinho e damos a opção de o tutor ter um jazigo próprio para o animal, onde ele paga uma taxa anual de manutenção. Além disso, após dois anos, fazemos a exumação e o tutor escolhe se mantém os ossos no jazigo ou se faz a cremação. Já vi casos em que o dono fez uma documentação para pegar os ossos do pet e ser enterrado futuramente com bichinho”, explica.

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Já a estudante de jornalismo Thamara Oliveira optou por cremar sua cachorrinha de 17 anos, Kika, ao invés de fazer um enterro. “Nós escolhemos a cremação coletiva, decidimos não ficar apegados com o corpo e nem filmar ou assistir, ela já tinha ido embora e a clínica cuidou de todo o processo junto com o local que faz a cremação”, lembra.

Para Eliane Cardoso, gerente do cemitério e crematório Pet Garden Metropolitano, a cremação é a opção ideal, mais barata e bastante procurada pelos tutores. “No processo de cremação, o tutor também pode fazer o velório, e no final as cinzas são colocadas em uma urna, que ele pode levar para casa ou deixar no columbário do cemitério. Mas apenas em cremações individuais, nas coletivas, as cinzas são descartadas por nós”, explica.

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