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É o bicho!

Cinomose em cães: saiba como prevenir a doença

Considerada uma condição muito grave, a cinomose pode causar sequelas neurológicas graves nos cães e levar o animal à óbito

Zilá Motta28/11/2019 05:32, atualizado 27/11/2019 20:33
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Reprodução/Unsplash
Cinomose em cães: saiba como prevenir a doença

Considerada uma das doenças mais graves pela comunidade veterinária, a cinomose, ou CDV, pode atingir cães em todas as idades. A doença é altamente contagiosa e pode ocasionar no animal sintomas graves, deixando sequelas permanentes, como tremores e má formação (no caso dos filhotes) e até mesmo levar o animal a óbito.

De acordo com a médica veterinária, Camila Maximiano, a cinomose pode começar a se manifestar em até 7 dias após o cachorro ter contato com o vírus, tudo depende de como está o sistema imunológico do animal. Além disso, a doença afeta exclusivamente os cães, não sendo transmitida para seres humanos e outros pets, como gatos, aves e roedores.

“A cinomose é causada pelo vírus da família Paramyxovirus e pode ser transmitido a partir do contato do cão com um animal infectado, por meio da saliva, secreção nasal e ocular, ou até mesmo por meio das fezes. Os sintomas são febre, diminuição do apetite, vômito, tosse, diarreia e secreções”, explica.

Em casos mais graves o animal acaba apresentando sinais neurológicos, tendo tremores e convulsões. E sobre tremores, a cuidadora independente de animais, Andreia Barbosa, entende bem. Ela cuida de seis animais que conseguiram sobreviver a doença, na maioria filhotes.

“Eu me dedico a cuidar especialmente dos animais com cinomose, na maioria dos casos, são bichinhos resgatados da rua, mas aqui eles recebem muito amor. A doença é realmente terrível! O animal precisa de muito cuidado, principalmente depois, por conta das sequelas”, conta.

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Alguns chegaram na casa dela com um nível de imunidade muito baixo e já com sequelas permanentes. O cãozinho da foto, Ursinho, tem má formação no rosto e dificuldades para andar
De acordo com Andreia, eles são resgatados e sempre chegam muito magros e abatidos
A cuidadora faz o possível para dar muito amor
Andreia cuida de cerca de seis animais com cinomose. A maioria deles iniciou o tratamento recentemente e não pode ter contato com cães saudáveis
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Andreia cuida de cerca de seis animais com cinomose. A maioria deles iniciou o tratamento recentemente e não pode ter contato com cães saudáveis

Reprodução/ArquivoPessoal
Alguns chegaram na casa dela com um nível de imunidade muito baixo e já com sequelas permanentes. O cãozinho da foto, Ursinho, tem má formação no rosto e dificuldades para andar
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Alguns chegaram na casa dela com um nível de imunidade muito baixo e já com sequelas permanentes. O cãozinho da foto, Ursinho, tem má formação no rosto e dificuldades para andar

Reprodução/ArquivoPessoal
De acordo com Andreia, eles são resgatados e sempre chegam muito magros e abatidos
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De acordo com Andreia, eles são resgatados e sempre chegam muito magros e abatidos

Reprodução/ArquivoPessoal
A cuidadora faz o possível para dar muito amor
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A cuidadora faz o possível para dar muito amor

Reprodução/ArquivoPessoal
Como tratar e prevenir?

“A principal forma de prevenção da doença é a vacinação contra a cinomose e os filhotes, grupo mais favorável, precisam de até quatro doses. O vírus também pode ficar no ambiente, mas é difícil ele sobreviver, por isso uma área limpa é muito importante”, explica Camila.

As doses da vacina e os reforços anuais são necessários até o final da vida do cachorro, para manter uma boa imunidade e evitar a cinomose, pois o cachorro está suscetível a doença em qualquer idade. A prevenção se faz necessária pois não existe um tratamento específico para a cura, por isso muitos animais acabam morrendo. “Quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances de curar e tratar. Nós recorremos a tratamentos que ofereçam suporte ao sistema imunológico do animal”, conta.