Esquenta o clima entre Alexandre Frota e Major Olímpio

Deputado e senador já não são mais colegas de PSL, mas continuam trocando farpas. Frota chamou Olímpio de "fanfarrão" e "rato do Senado"

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 29/08/2019 19:11

A expulsão do deputado federal Alexandre Frota (agora no PSDB-SP) pelo PSL não significou o fim da briga pública do ex-ator com um de seus maiores desafetos no partido, o senador Major Olímpio (PSL-SP). Após usar o Twitter para ironizar o ex-colega de partido, a quem chamou de “Guarda Belo Olímpio”, Frota se indignou após o senador usar uma entrevista para a rádio Jovem Pan na tarde desta quinta-feira (29/08/2019) para responder. “Dispensáveis as manifestações dele. Eu sou culpado porque eu fiz a filiação dele no partido. Já pedi desculpas. Ponto. Eu era o presidente do partido, muito gente me disse para não filiar”, afirmou Olímpio, que concluiu, aos risos: “Agora ele saiu [do partido], toca a vida dele. Deus o guarde e esqueça onde”.

Frota retuitou uma reportagem sobre a entrevista e atacou Olímpio sem economizar nos xingamentos: “Esse Rato de Senado é um mentiroso e gosto de provar quem me convidou para o partido foi Francischini [Felipe Francischini, deputado federal pelo PSL-SP] e quem assinou minha filiação foi Francischini e o Jair [Bolsonaro]. O rato do Senado só depois que eu estava dentro do partido é que tomou conhecimento”, relatou.

“Duas cara (sic)”, “covarde”, fanfarrão”, “falastrão”, “mentiroso” e “bonecão de posto” também estão entre os termos usados por Frota para se referir a Olímpio ao longo desta quinta-feira (29/08/2019).

O senador não se manifestou após os últimos ataques.

SOBRE O AUTOR
Raphael Veleda

Formado em jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) em 2006. Trabalhou como repórter de Cidades no Jornal de Brasília e no Correio Braziliense. Na Folha de S.Paulo, trabalhou no controle de erros, produzindo o "Erramos", foi redator da Ilustrada e correspondente em Minas Gerais. Cobriu ciência na Veja.com. Participou do lançamento do jornal Metro em Brasília, onde trabalhou por seis anos e foi repórter de Cidades, Política, Economia e subeditor. Estuda Antropologia na Universidade de Brasília (UnB).

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