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A coluna de hoje é uma reflexão sobre o peso das redes sociais em nossas vidas. Enquanto escrevia, contei: abri meu Instagram 11 vezes, o Facebook duas e o WhatsApp quatro.

Não podemos negar que o uso dessas ferramentas permite a troca de informações, conecta pessoas, possibilita a cada um escolher o conteúdo que lhe interessa, mostra as novidades de tudo o que acontece no mundo, gera compartilhamento de ideias, sonhos, textos, informações, eventos e tudo mais… São os melhores meios comerciais, estreitam o relacionamento entre empresa e consumidor, permitem networking, entre muitos outros pontos positivos.

Acontece que o tempo a elas dedicado deve ser muito bem administrado, sob pena de prejuízos grandes.

Saber a hora de usar e a hora de parar pode ser um exercício de paciência e um desafio para nós mesmos.

O mais importante em relação às redes sociais é justamente saber utilizar seu lado bom sem deixar que elas nos dominem e façam mal para a saúde.

As psicólogas americanas Stephanie Lau e Jaimie Bloch alertam que checar o celular perto da hora de dormir prejudica o sono: “As luzes azuis dos aparelhos eletrônicos enviam sinais para os nossos cérebros nos dizendo que é dia. Nossos cérebros liberam hormônios cortisol, que nos mantêm em estado de alerta e despertos”.

Elas explicam também que o bombardeamento com imagens de perfeição – corpos, maquiagem e rostos perfeitos – pode deixar as pessoas se sentindo muito deprimidas por acreditarem que isso é a realidade.

Aqui cabe uma reflexão a todos os influencers, sobre quais marcas estão deixando no mundo. Vale a pena adoecer a cabeça das pessoas por fama e dinheiro? A sua influência é positiva ou negativa?

Bloch explicou que plataformas como Snapchat, Facebook e Instagram criam um ambiente baseado na classificação de pessoas e na obtenção de aprovação por meio de curtidas, repostagens e comentários: “Isso cria um hiperfoco e uma ligação entre a imagem corporal, a autoestima e o pertencimento social”.

Além disso, a socialização anda prejudicada, pois em encontros e interações sociais é comum ver as pessoas obcecadas com seus smartphones, em vez de viverem o aqui e agora. Estamos sempre de prontidão para um novo alerta nos celulares, e isso cria um distanciamento com as nossas companhias"

Por último, as psicólogas alertam que a pressão de estar sempre disponível ou responsivo pode gerar sentimentos avassaladores de ansiedade e fazer você se sentir como se estivesse constantemente ligado, não permitindo que haja um espaço para desligar e relaxar.

Há algum tempo vivo um conflito em relação a essas ferramentas. Incomoda-me quando percebo perder tempo nelas, sendo que tenho inúmeros itens na minha lista de desejos e prioridades, como ler um livro. Organizar e fazer render o “tempo gregoriano”, nos dias de hoje, é uma arte.

A exposição e consequente energia que elas trazem também me fez refletir sobre se deveria ou não excluir meu Instagram.

Cheguei à conclusão de que me beneficio imensamente dos conteúdos dessas redes e me propus o desafio de usá-las somente em determinados momentos, evitando a exposição pessoal.

Ruim com elas, pior sem elas. Concorda?



 


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