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Ciência

Pesquisadores acham tubarão laranja pela 1ª vez no Caribe. Veja fotos

O encontro com o tubarão laranja ocorreu na parte do mar do Caribe que banha a Costa Rica. O caso nunca havia sido documentado antes

20/08/2025 14:36, atualizado 20/08/2025 17:40
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Reprodução/Facebook/Parismina Domus Dei
Imagem colorida de homem perto de tubarão laranja na Costa Rica - Metrópoles

Pela primeira vez, um tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) laranja foi visto na parte costarriquenha das águas marítimas caribenhas. O achado aconteceu durante uma pescaria esportiva perto do Parque Nacional Tortuguero no ano passado.

Em parceria, pesquisadores do Brasil, da Venezuela e da Costa Rica documentaram o caso, e suas descobertas sobre o animal foram publicadas na revista científica Marine Biodiversity em 1º de agosto.

Segundo os pesquisadores, o animal foi capturado a uma profundidade de 37 metros e solto posteriormente. O tubarão tinha cerca de 2 metros e pele amarelo-alaranjada. As cores indicam que ele possui uma condição genética conhecida como xantrocromismo, que ocorre quando há excesso de pigmentos amarelo-alaranjados na pele. É o primeiro caso de xantismo documentado na espécie no Caribe.

Veja as fotos do tubarão laranja

Pesquisadores acham tubarão laranja pela 1ª vez no Caribe. Veja fotos - destaque galeria
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Após o achado, o tubarão foi solto novamente
O encontro foi considerado raro pelos cientistas
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O encontro foi considerado raro pelos cientistas

Reprodução/Facebook/Parismina Domus Dei
Após o achado, o tubarão foi solto novamente
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Após o achado, o tubarão foi solto novamente

Reprodução/Facebook/Parismina Domus Dei

Outra característica encontrada no tubarão foram os olhos esbranquiçados. Todos esses traços determinam que o animal tem uma combinação rara de condições chamada albino-xantrocromismo.

Geralmente, cores mais chamativas prejudicam a capacidade de camuflagem dos animais e o fato de o animal ser encontrado com vida surpreendeu os pesquisadores. “Esta descoberta única sugere que o xantismo não impede a sobrevivência desta espécie”, escreveram os autores no artigo.

Por fim, os cientistas esclarecem que são necessárias mais pesquisas para entender os possíveis fatores genéticos ou ambientais que influenciaram a anomalia rara de pigmentação no animal marinho.

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