Telescópio registra cometa C/2025 K1 se “despedaçando” no espaço

Cometa C/2025 K1 iniciou a se despedeçar após passar por de trás do Sol, em meados de outubro. Ele passou pelo processo de desgaseificação

atualizado

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Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/B. Bolin
Imagem colorida mostra fragmentação do cometa C/2025 K1 (Atlas) - Novos dados mostram quantidade incomum de álcool no cometa 3I/ATLAS - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra fragmentação do cometa C/2025 K1 (Atlas) - Novos dados mostram quantidade incomum de álcool no cometa 3I/ATLAS - Metrópoles - Foto: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/B. Bolin

Após passar próximo ao Sol, o cometa C/2025 K1 (Atlas) não aguentou o forte calor e se despedaçou pelo espaço. O processo de desintegração foi registrado pelo telescópio Gemini Norte, localizado próximo a um vulcão adormecido nos Estados Unidos. A captura da imagem ocorreu no final do ano passado.

O C/2025 K1 foi descoberto pela primeira vez em maio do ano passado pelo Sistema de Alerta Final de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS, na sigla em inglês). Em novembro, ele começou a se fragmentar. 

É comum que cometas passem perto do Sol, porém eles sofrem as consequências de fazer um trajeto arriscado, marcado por bastante calor. No caso do C/2025 K1, a aproximação aconteceu em 8 de outubro, quando ele chegou a apenas 50 milhões de quilômetros da nossa estrela central. Com tamanha proximidade, a “expectativa de vida” do objeto era baixa.

Apesar do nome, o C/2025 K1 (Atlas) não tem nada a ver com o famoso cometa 3I/ATLAS. A única semelhança entre os dois é que ambos foram descobertos pelo pelo Sistema de Alerta Final de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS).

Fragmentação do cometa

Logo após passar pela nossa estrela central, o aquecimento solar extremo fez com que o núcleo do cometa iniciasse sua desintegração, liberando jatos de gás e poeira. O processo é chamado de desgaseificação e torna a estrutura do objeto mais fraca. Com o passar do tempo, a ação fez o corpo se despedaçar. 

Após a desintegração do C/2025 K1, a expectativa é que o próximo da lista a se aproximar do Sol seja o cometa C/2026 A1 (MAPS), descoberto recentemente em 13 de janeiro, pelo Observatório AMACS1, localizado no Deserto do Atacama, no Chile.

Ele deve chegar à estrela central em 4 de abril e ficar a 748 mil km da superfície solar. Caso sobreviva, estima-se que atingirá um brilho semelhante ao de Vênus. 

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