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3I/Atlas: saiba por que 19 de dezembro será um dia decisivo

Descoberto em 1º de julho, as características e comportamento do 3I/Atlas têm intrigado cientistas, que buscam estudá-lo cada vez mais

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Reprodução / NASA
Foto com zoom de cometa 3I/ATLAS - Metrópoles.
1 de 1 Foto com zoom de cometa 3I/ATLAS - Metrópoles. - Foto: Reprodução / NASA

Desde quando foi descoberto, em 1º de julho, o cometa 3I/Atlas tem mexido com a comunidade científica. Com características incomuns e trajetórias peculiares, muitas especulações sobre a real origem do objeto surgiram. A maioria defende que se trata de um cometa um pouco diferente, mas alguns afirmam que o visitante interestelar pode ser uma nave alienígena.

No entanto, todas essas dúvidas têm um “dia D” para serem sanadas: 19 de dezembro, dia em que o cometa se aproximará mais da Terra, a cerca de 270 milhões de km de nós, possibilitando observações mais precisas.

A principal teoria da possível origem alienígena veio do astrofísico Avi Loeb, da Universidade de Harvard (EUA). Segundo suas análises, alguns atributos do 3I/Atlas e o caminho nada convencional que percorreu até o momento demonstram fortes indícios de se tratar de um objeto tecnológico e feito com inteligência ativa – ou seja, uma “tecnologia extraterrestre”.

Por outro lado, a Nasa e outras agências espaciais internacionais refutam totalmente a possibilidade. Para eles, o 3I/Atlas possui características e comportamento de cometas, porém tem algumas propriedades distintas de objetos convencionais do nosso Sistema Solar.

“Desejamos muito encontrar sinais de vida no universo, mas o 3I/Atlas é um cometa. Ele tem a aparência e o comportamento de um cometa, e todas as evidências apontam para que seja um cometa”, ressaltou o administrador associado da Nasa, Amit Kshatriya, em coletiva concedida à imprensa em meados de novembro.

Durante toda a viagem no Sistema Solar, o cometa já trocou de cor três vezes, teve aumento repentino de luminosidade maior que os corpos celestes normais e emitiu comprimentos de onda de rádio. De acordo com as agências espaciais, a afirmativa se mantém: o 3I/Atlas é um cometa e alguns desses comportamentos são também observados em outros objetos “normais”, mas de forma mais tímida.

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Fenômeno pode permitir o primeiro registro direto de um cometa interestelar por espaçonaves humanas
Simulações indicam que a cauda do 3I/ATLAS pode cruzar a rota de duas sondas espaciais em 2025
Gráfico ilustra o percurso do cometa 3I/ATLAS
O 3I/ATLAS é de origem externa ao Sistema Solar
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O 3I/ATLAS é de origem externa ao Sistema Solar

Divulgação/Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/K. Meech (IfA/U. Hawaii)
Fenômeno pode permitir o primeiro registro direto de um cometa interestelar por espaçonaves humanas
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Fenômeno pode permitir o primeiro registro direto de um cometa interestelar por espaçonaves humanas

Simulações indicam que a cauda do 3I/ATLAS pode cruzar a rota de duas sondas espaciais em 2025
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Simulações indicam que a cauda do 3I/ATLAS pode cruzar a rota de duas sondas espaciais em 2025

Gráfico ilustra o percurso do cometa 3I/ATLAS
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Gráfico ilustra o percurso do cometa 3I/ATLAS

Bolin et al., arXiv , 2025

O que é o cometa 3I/Atlas?

O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto conhecido de fora do Sistema Solar que passa perto do nosso espaço celeste. Ele foi descoberto em 1º de julho pelo telescópio Asteroid Terrestrial-Impact Last Alert System (Atlas), localizado em Río Hurtado, no Chile.

Antes dele, também foram identificados o 1I/’Oumuamua, em 2017, e o 2I/Borisov, descoberto em 2019. As primeiras observações mostraram que o 3I/ATLAS viaja no Sistema Solar a 60 km/s, enquanto 1I/’Oumuamua e o 2I/Borisov não ultrapassaram 26km/s e 32 km/s, respectivamente. A velocidade diferente chamou a atenção e aumentou a vigilância sobre o objeto.

A previsão dos especialistas é que o cometa dê uma “passadinha” nos céus do nosso planeta em 19 de dezembro, atingindo cerca de 270 milhões de km em seu ponto mais próximo de nós. O dia será importante para observações mais precisas e trazer respostas para ambas teses científicas. Sem equipamentos apropriados, será difícil a avistá-lo.

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