Surto de antraz mata 30 hipopótamos no Congo e país emite alerta
Surto atinge o Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo; não há registros de pessoas infectadas até o momento

Um surto de antraz – doença infecciosa causada pela bactéria Bacillus anthracis – matou pelo menos 30 hipopótamos no Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo, no último mês.
Segundo reportagem publicada pela revista Nature nesta quarta-feira (4/11), não foram relatados casos em humanos até o momento, mas o risco associado ao contato com os animais infectados mantém as autoridades em alerta.
As primeiras carcaças foram encontradas em setembro, e exames laboratoriais confirmaram que os animais morreram pela infecção.
O episódio ocorre enquanto o país enfrenta surtos de ebola e cólera, além de uma crise humanitária provocada pelo conflito armado na região, o que aumenta a pressão sobre os recursos disponíveis.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com um comunicado das autoridades do parque, publicado pela imprensa local, equipes monitoram a área afetada e coordenam o manuseio e o descarte seguros das carcaças. Na atualização da situação não havia ocorrido novas mortes de animais nas útlimas duas semanas.
Como o antraz pode chegar aos humanos
A bactéria causadora do antraz está presente naturalmente no solo e pode infectar animais domésticos e selvagens quando entram em contato com seus esporos, formas de resistência do microrganismo no ambiente.
O principal risco para as pessoas está no manuseio de carcaças infectadas ou no consumo de carne contaminada. A infecção pode ser tratada com antibióticos quando identificada precocemente, mas pode ser fatal sem tratamento.
Região já enfrentou outros surtos
A República Democrática do Congo registrou outros episódios de antraz em animais e pessoas nos últimos anos. Em março de 2025, um surto matou cerca de 65 hipopótamos. No país vizinho, Uganda, 15 pessoas tiveram resultado positivo para a doença, e duas morreram.
A repetição dos episódios preocupa pesquisadores e reforça a importância do acompanhamento dos animais e da identificação de possíveis infecções humanas. No surto atual, as ações informadas pelas autoridades permanecem concentradas na vigilância da área afetada e no descarte seguro das carcaças.
