Surto de ebola já matou mais de 5 mil pessoas na RD do Congo
Segundo autoridades da República Democrática do Congo, taxa de letalidade da doença é de quase 50%

Mais de 5 mil pessoas morreram na República Democrática do Congo após serem infectadas pelo ebola, desde o início do surto da doença no país, em maio deste ano. A informação foi divulgada neste sábado (31/10) pelo Ministério da Saúde local.
Ao todo, autoridades de saúde locais contabilizam 5.026 mortes em decorrência da doença, que ainda deixou outras 10.351 mil infectadas. O número de pessoas recuperadas é de 2.788 mil.
Segundo o Ministério da Saúde da RD do Congo, a taxa de letalidade da doença é de quase 50%. Ou seja, metade das pessoas infectadas acabam morrendo após contraírem ebola.
Provocado pelo vírus Bundibugyo, o ebola é uma doença infecciosa causada por zoonose — quando é transmitida de animais para seres humanos. Quando uma pessoa mantém contato direto com sangue ou fluidos corporais de um infectado, ela também pode contrair o vírus.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDuas províncias do país africano, Ituri e Kivu do Norte, concentram a maioria dos casos. Nas duas regiões já foram constatados 4.792 mil mortes, e mais de 9,7 mil pessoas infectadas.
O surto de ebola acontece em meio a uma guerra silenciosa no país, que se arrasta desde a década de 1990. O conflito envolve forças locais, o grupo rebelde congolês M23, e outras milícias locais, tendo disputas territoriais e questões étnicas como pano de fundo.
O vizinho da RD do Congo, Ruanda, também é acusada de participar da onda de violência por meio do apoio ao M23.
As hostilidades estão localizadas, principalmente, em Ituri e Kivu do Norte, as duas áreas mais afetadas pelo ebola.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a crise humanitária no país fez com que um terço das pessoas que morreram devido a doença não chegaram a receber atendimento médico.
Até o momento ainda não há vacinas para combater a doença, cujos sintomas vão desde dor de cabeça e febre alta, até hemorragias e falência de órgãos.
O surto de ebola na República Democrática do Congo é o segundo maior da história. O primeiro aconteceu entre 2014 e 2016, quando mais de 11 mil pessoas morreram em decorrência da doença em diversos países na África Ocidental.
