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Pantanal: cientistas acham refúgio climático de onças após incêndios

O local escolhido pelas onças-pintadas tem cerca de 14.851 hectares, fica no norte do Pantanal brasileiro e é sazonalmente alagado

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Charlotte Eriksson, Universidade Estadual do Oregon
Imagem colorida de onça no pantanal - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de onça no pantanal - Metrópoles - Foto: Charlotte Eriksson, Universidade Estadual do Oregon

Após um incêndio de grandes proporções no Pantanal brasileiro em 2020, pesquisadores identificaram um aumento no número de onças-pintadas em uma área alagada protegida e já conhecida por abrigar a maior densidade populacional desses felinos no mundo. A região funciona como um refúgio climático para os animais.

O estudo foi publicado nesta terça-feira (15/7) na revista científica Global Change Biology. A pesquisa é uma parceria entre pesquisadores brasileiros e norte-americanos.

O local escolhido pelas onças tem cerca de 14.851 hectares, fica no norte do Pantanal brasileiro e é sazonalmente alagado. A região é protegida pelo governo federal e é de difícil acesso, conseguindo ser acessada apenas por barcos e sem estradas ou trilhas para humanos.

“Encontrar ainda mais onças e outros mamíferos na área de estudo após o incêndio florestal de 2020 e a seca extrema sugere que ela pode servir como um refúgio climático, amortecendo os efeitos de eventos climáticos extremos”, destaca a autora principal do artigo, Charlotte Eriksson,  pesquisadora da Universidade Estadual do Oregon, em comunicado.

Outro achado curioso está ligado à rotina alimentar dos animais. A população local de onças se destaca por consumir majoritariamente presas aquáticas, como peixes e jacarés. Além disso, elas são mais tolerantes socialmente, algo incomum entre os grandes carnívoros. Normalmente, onças-pintadas são caçadoras solitárias.

Imagem colorida de onças interagindo entre si - Metrópoles
Geralmente, onças são animais solitários, porém isso não foi visto pelos pesquisadores

Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram vídeos e imagens de câmeras de campo capturadas antes, durante e depois do incêndio, além de analisar 175 vezes para investigar qual era a dieta dos animais. Os pesquisadores estudam as onças-pintadas desde 2014.

Outros achados

Além de detectar o aumento na população, a equipe de pesquisa queria entender os impactos de curto prazo do fogo e os efeitos de longo prazo da seca sobre a população de onças-pintadas da região.

De acordo com a observação, a atividade das onças caiu logo após o incêndio, mas posteriormente aumentou significativamente, contando com a ajuda do nascimento de filhotes. Também foi constatado que onças-pintadas que já habitavam a região estudada permaneceram na área, enquanto muitas outras migraram para lá, indicando que o local funcionou como um refúgio climático.

Por fim, os pesquisadores alertam que os resultados não devem ser generalizados para outros locais, mas reforçam a necessidade de proteger áreas ameaçadas como essa, além de implementar estratégias de manejo de fogo.

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