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Como se proteger de raios e descargas elétricas em períodos de chuva?

Tempestades aumentam as chances de descargas elétricas. Especialista e Defesa Civil detalham como agir antes, durante e depois da chuva

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Ilustração colorida de uma pessoa segurando um guarda-chuva, sob uma tempestade de raios - Metrópoles.
1 de 1 Ilustração colorida de uma pessoa segurando um guarda-chuva, sob uma tempestade de raios - Metrópoles. - Foto: sarayut thaneerat / Getty Images

A chegada do período chuvoso intensifica a formação de grandes nuvens de tempestade, as cumulonimbus, criadas pela combinação de calor e umidade. Dentro dessas nuvens, o atrito entre partículas de água e gelo gera acúmulo de cargas elétricas.

Quando há desequilíbrio, ocorre a descarga atmosférica — os raios. Esses eventos são acompanhados por radares meteorológicos e dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que ajudam a identificar risco iminente para a população.

Os raios representam ameaças distintas em áreas urbanas e rurais. Nas cidades, eles podem causar a queima de equipamentos, incêndios e danos em edificações sem proteção apropriada. No campo, as fatalidades são mais frequentes porque muitas atividades ocorrem em áreas abertas ou próximas a árvores isoladas, estruturas metálicas ou animais expostos. Nas duas situações é importante saber como se proteger para evitar danos.

Cuidados antes e durante tempestades

A Defesa Civil orienta que, ao identificar sinais de tempestade — como nuvens escuras, vento forte ou trovões —, a população procure abrigo imediato em edificações seguras.

Antes da chuva, recomenda-se atenção à previsão do tempo, limpeza de calhas e ralos, poda de árvores em risco e o preparo de lanternas e pilhas caso a energia acabe. Na rua, rotas alternativas devem ser consideradas em caso de deslizamentos de terra.

Durante a tempestade, a recomendação é permanecer em local fechado, desligar aparelhos da tomada, evitar torneiras, portas metálicas e não usar telefone fixo. Em caso de enchentes, o ideal é elevar móveis, proteger documentos e evitar contato direto com a água.

Nas áreas abertas, o risco é máximo. “Em superfícies como praias, piscinas, rios ou campos, a cabeça do banhista ou da pessoa exposta se torna o ponto mais alto da região, favorecendo que o raio se conecte exatamente naquele local”, informa a Defesa Civil ao Metrópoles.

Para motoristas, o engenheiro de energia Rodrigo Porto destaca que veículos fechados oferecem proteção porque funcionam como estruturas que dissipam a descarga.

“O carro atua como uma espécie de Gaiola de Faraday. A corrente elétrica percorre a lataria e é conduzida para o solo, enquanto o interior permanece protegido”, explica.

Proteção dentro de casa e funcionamento dos para-raios

Depois da chuva, casas atingidas por alagamentos devem ser limpas e desinfetadas, com uso de luvas e botas, porque a água de poços ou fontes naturais pode estar contaminada. Sobre a proteção das edificações, é importante que o sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), conhecido como para-raios, esteja funcionando bem.

Esse sistema é o que capta a energia da descarga e a conduz com segurança até o solo. Após quedas diretas de raios ou instalação de antenas e painéis solares, o sistema deve ser reavaliado por profissionais habilitados. Rodrigo Porto ressalta que, mesmo com um bom para-raios, surtos de tensão podem atingir eletrodomésticos:

“Os picos elétricos chegam principalmente pela rede de distribuição, por isso a retirada de aparelhos da tomada é essencial. Em casos de maior proteção, o uso de varistores ajuda a evitar danos internos”. O engenheiro reforça ainda que, durante tempestades, é fundamental evitar contato com fogões, geladeiras, torneiras, canos e antenas externas.

Foto colorida de cidade sob forte chuva de raio -Metrópoles.

Emergências, primeiros socorros e sistema de alertas

A Defesa Civil opera com um sistema de três níveis de alerta: amarelo (perigo potencial), laranja (perigo alto) e vermelho (grande perigo). Para receber alertas personalizados, basta enviar o CEP para o número 40199. Em caso de risco, os números de emergência são 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Se uma pessoa for atingida por um raio, o socorro deve ser imediato. Não há risco ao tocar na vítima, pois a carga já se dissipou. A recomendação é acionar o SAMU (192) ou os Bombeiros, verificar respiração e pulso e iniciar reanimação cardiopulmonar caso necessário. Queimaduras, fraturas e danos internos são possíveis e exigem avaliação hospitalar urgente.

A Defesa Civil reforça a importância de agir rápido: “A maioria das mortes ocorre por parada cardíaca ou respiratória. A reanimação feita nos primeiros minutos aumenta drasticamente as chances de sobrevivência”.

Em casos de chuva de raios e descargas elétricas, a informação, prevenção e atenção aos sinais climáticos são as principais ferramentas para evitar acidentes durante o período chuvoso. Evitar áreas abertas, respeitar avisos meteorológicos e buscar abrigo seguro ainda são as ações mais eficazes para proteger a vida.

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