Entenda por que os egípcios colocavam próteses penianas em múmias
Além de próteses penianas, pesquisadores já encontraram outros tipos de órgãos artificiais em múmias egípcias, como dedos e orelhas
atualizado
Compartilhar notícia

A mumificação foi um processo importante para os egípcios. A prática tinha relação com crenças religiosas, pois eles acreditavam que a vida continuava após a morte. No entanto, um detalhe curioso da ação chama a atenção: em qualquer parte do corpo do morto perdida, havia próteses, como de dedos, orelhas e até mesmo do pênis.
No caso do órgão sexual masculino, os egípcios acreditavam que a presença do pênis era importante para a continuidade da fertilidade mesmo após a morte. Se, por algum motivo, o morto não tivesse o órgão, deveria ser colocada uma prótese peniana no lugar.
Além disso, os cientistas acreditam que a conduta também tem relação com o mito de Osíris, uma das divindades mais importantes da mitologia egípcia. Na lenda, ele teve seu corpo despedaçado por Seth, seu irmão e inimigo.
A deusa Ísis, esposa de Osíris, recolheu os pedaços para reconstruí-lo, mas o pênis dele foi devorado por peixes. Como solução, ela reconstruiu artificialmente o órgão. Na história, mesmo morto, o deus foi capaz de gerar o filho do casal, Hórus.
“Existe um longo histórico entre os antigos egípcios de que eles realmente restauravam partes do corpo após a morte, de modo que entravam na vida após a morte ‘completos’. No caso da prótese peniana, era importante poder procriar na vida após a morte”, explicou o pesquisador Jacky Finch em entrevista ao portal CBC.
Apesar de ser uma prática rara, a presença das próteses já foi relatada anteriormente por vários pesquisadores, estando presente até em crianças mumificadas.
