Ossos revelam a espécie de pato que evoluiu para ter vida terrestre

Análise de DNA antigo e morfometria desvendam o Tadorna rekohu, um pato extinto e adaptado à vida terrestre

atualizado

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Reprodução / Zoological Journal of the Linnean Society
Foto colorida de ossos de pato, espécie extinta - Metrópoles
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Um estudo publicado em julho na Zoological Journal of the Linnean Society apresenta a descoberta de uma nova espécie extinta: o pato de Rēkohu (Tadorna rekohu), identificado a partir de fósseis encontrados nas Ilhas Chatham, 785 km a leste da Nova Zelândia.

Pesquisadores da Universidade de Otago conduziram a investigação utilizando DNA antigo e análise morfométrica dos ossos para mostrar que, cerca de 390 mil anos atrás, a espécie perdeu progressivamente a capacidade de voar.

As mudanças evolutivas ocorreram em resposta a condições únicas nas Ilhas Chatham (Rēkohu): ausência de predadores terrestres, comida abundante e ventos fortes que tornaram o voo desnecessário, favorecendo pernas mais fortes e asas reduzidas.

O estudo também detacou que os ossos das pernas se tornaram mais robustos para abrigar mais músculos e gerar mais força no salto, mecanismo necessário para asas menores. A análise genética indicou que o pato Rēkohu era parente próximo do pūtangitangi (paradise shelduck) da Nova Zelândia.

O coautor Nic Rawlence explica que, em pouco tempo, o pato de Rēkohu evoluiu para ter asas mais curtas e robustas e ossos das pernas mais longos, indicando que estava a caminho da não voabilidade.

Sua colega, Pascale Lubbe, complementa: “O voo é energeticamente caro. Se você não precisa voar, por que se esforçar?”, ressaltando que o uso reduzido das asas leva à sua atrofia.

Porém, a fascinante adaptação evolutiva não durou — a espécie desapareceu antes do século 19, aparentemente devido à caça e à predação, quando os seres humanos e outros predadores chegaram às ilhas.

A pesquisa foi publicada com a colaboração internacional da Universidade de Otago, Museu da Nova Zelândia Te Papa Tongarewa, Universidade de Adelaide, na Austrália, e a Manaaki Whenua Landcare Research.

O nome científico e o nome comum da espécie foram gentilmente fornecidos pelos Hokotehi Moriori Trust, guardiões das ilhas, aprofundando a conexão cultural entre a comunidade Maori e sua biodiversidade ancestral.

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