Onde termina a Via Láctea? Estudo define qual é a “borda” da galáxia

Pesquisa indica que o limite da nossa galáxia está onde a formação de planetas para de acontecer, a cerca de 40 mil anos-luz do centro dela

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pat Gaines/ Getty Images
Imagem da Via Láctea - Metrópoles
1 de 1 Imagem da Via Láctea - Metrópoles - Foto: Pat Gaines/ Getty Images

A Via Láctea não tem uma borda visível como um continente ou um planeta. Mesmo assim, cientistas propuseram uma nova forma de definir esse limite para entender melhor a estrutura e a evolução da galáxia onde está o Sistema Solar. O estudo, publicado em abril na revista Astronomy & Astrophysics, sugere que a “borda” da Via Láctea pode ser definida como o ponto onde deixa de ocorrer a formação de novas estrelas.

De acordo com os pesquisadores, a região está a cerca de 40 mil anos-luz do centro galáctico. A descoberta foi feita a partir da análise de mais de 100 mil estrelas gigantes, com dados de grandes levantamentos astronômicos, como o APOGEE-DR17, o LAMOST-DR3 e a missão espacial Gaia.

O estudo ajuda a entender melhor como a Via Láctea é organizada e evolui ao longo do tempo. Segundo os cientistas, ela se encaixa no chamado disco de perfil II, um tipo de galáxia em que a quantidade de estrelas diminui de forma mais acentuada em determinadas regiões.

Na prática, isso mostra que há uma diferença clara entre a parte “ativa” da galáxia (onde novas estrelas ainda estão se formando) e as áreas mais externas, compostas por estrelas antigas e mais dispersas. Assim, mesmo sem ter uma borda física bem definida, a Via Láctea possui um limite funcional que agora pode ser identificado com mais precisão.

Onde fica o limite da Via Láctea?

Ao cruzar a idade das estrelas com a distância em relação ao centro da galáxia, os cientistas identificaram um padrão em forma de “U”. O resultado mostra que as estrelas mais próximas do centro são mais antigas, enquanto as regiões intermediárias concentram estrelas mais jovens.

No entanto, a partir de determinado ponto, próximo aos 40 mil anos-luz, essa tendência se inverte e as estrelas voltam a ser mais antigas. Segundo os autores, esse “ponto de virada” indica o fim da região onde novas estrelas ainda se formam.

A explicação está na distribuição de gás e poeira ao longo da galáxia. Nas áreas centrais, a abundância desses elementos no passado favoreceu a formação precoce de estrelas. Já nas regiões intermediárias, o processo ocorre de forma mais lenta, dando origem a estrelas mais jovens.

Os pesquisadores apontam três fatores principais para explicar o fim da formação estelar nessa região:

  • A ressonância de Lindblad externa, que interfere no fluxo de gás.
  • A deformação do disco galáctico, que espalha a matéria.
  • E a baixa densidade do gás, que impede o resfriamento necessário para formar novas estrelas.

Sem essas condições, o processo de nascimento de estrelas simplesmente deixa de acontecer.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?