Cientistas avançam em estudo para obter energia das ondas oceânicas

Estudo aponta que ondas oceânicas podem ser mais uma alternativa de energia limpa e renovável, o que diminuiria a poluição no planeta

atualizado

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Jeremy Bishop via Unsplash
Imagem colorida mostra uma onda no mar - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra uma onda no mar - Metrópoles - Foto: Jeremy Bishop via Unsplash

Para quem mora perto do mar, olhar para as ondas é uma atividade que acalma. O que nem imaginamos é que elas também são ótimas alternativas para gerar energia limpa. Sabendo disso, um pesquisador japonês teorizou uma forma de obter a carga das águas com maior eficiência.

A ideia foi melhorar certas características do conversor giroscópico de energia das ondas (GWEC, na sigla em inglês), um dispositivo flutuante que usa um volante giratório para a conversão do movimento das ondas do mar em eletricidade.

Posicionado na superfície da água, o aparelho seria um corpo flutuante, com um volante giratório em seu interior e conectado a um gerador. A partir desse design, ele conseguiria produzir eletricidade com o movimento das ondas marítimas, mesmo se elas mudassem de força e direção. 

A adaptabilidade do novo GWEC é o grande avanço em relação aos outros. Isso porque os giroscópicos testados anteriormente tinham dificuldades para ter eficiência devido a variação das ondas.

O estudo liderado pelo pesquisador Takahito Iida, da Universidade de Osaka, no Japão, teve os resultados publicados no Journal of Fluid Mechanics nessa terça-feira (17/3).

Energia limpa pelas ondas do mar

Iida detectou que o grande problema dos GWEC’s anteriores era considerar que o mar era constante – o que não é. Assim, os dispositivos perdiam eficiência a qualquer mudança na altura, frequência ou força das ondas.

“Os dispositivos de energia das ondas frequentemente enfrentam dificuldades porque as condições do oceano estão em constante mudança. No entanto, um sistema giroscópico pode ser controlado de forma a manter uma alta absorção de energia, mesmo com a variação da frequência das ondas”, explica o pesquisador em entrevista ao portal Science Alert.

Para tornar seu dispositivo adaptável, Iida utilizou a teoria de ondas lineares para calcular como a interação entre as ondas oceânicas, o giroscópio e o corpo flutuante funcionaria. Dessa forma, ele conseguiu encontrar a configuração ideal para que a máquina funcionasse com eficiência.

Ilustração colorida de dispositivo para obter energia das ondas - Metrópoles
Imagem mostra como seria o dispositivo projetado pelo cientista

Ao ajustar atributos como a velocidade de rotação do volante giratório e a resistência do gerador, o novo aparelho deve atingir uma eficiência máxima de 50%, convertendo a metade da energia da onda em eletricidade – a porcentagem é considerada alta.

Apesar dos cálculos trazerem resultados promissores, não foram realizados testes na água e apenas simulações computacionais. O próximo passo é produzir o aparelho e analisar seu funcionamento na prática.

Caso dê certo, o dispositivo seria uma boa opção para criar energia verde – aquela gerada por meio de fontes renováveis e naturais, causando pouco ou nenhum impacto ambiental.

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