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Ciência

Nova imagem do Hubble revela detalhes inéditos da Galáxia do Sombrero

Telescópio reprocessa icônica foto da Messier 104, destacando estruturas complexas e um buraco negro supermassivo

20/04/2025 15:06, atualizado 20/04/2025 18:28
ESA/Divulgação
A Galáxia do Sombrero é um disco oblongo, branco-claro, com um núcleo brilhante. Ela aparece quase de perfil, mas é ligeiramente inclinada na frente, apresentando uma vista ligeiramente de cima para baixo da região interna da galáxia e de seu núcleo brilhante. O disco externo é mais escuro, com tons de marrom e preto. Galáxias distantes de cores diferentes e várias estrelas são salpicadas contra o fundo preto do espaço ao redor da galáxia.

Uma das galáxias mais impressionantes do céu ganhou nova vida em uma imagem divulgada para celebrar os 35 anos do Hubble. A foto mostra a brilhante Messier 104, conhecida como Galáxia do Sombrero. Ela ganhou esse apelido por possuir faixas densas de poeira circular, criando uma silhueta que lembra a aba de um chapéu.

Localizada a aproximadamente 31 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem, ela é conhecida por ter um formato peculiar, com um disco bem distribuído em vez de ter “braços” como a maioria das galáxias. A formação não se encaixa perfeitamente em nenhuma categoria conhecida.

Técnicas modernas para revelar detalhes da galáxia

A primeira observação do Hubble da Messier 104 ocorreu em 2003, e a imagem rapidamente se tornou uma das mais icônicas já reveladas. Agora, a fotografia foi reprocessada com métodos avançados pelo telescópio e exibe detalhes inéditos da estrutura galáctica e estrelas antes imperceptíveis no fundo.

Dados infravermelhos revelam aglomerados de poeira na borda externa e um centro dominado por um buraco negro supermassivo com massa equivalente a 9 bilhões de sóis. Apesar de seu tamanho, ele está relativamente inativo, operando em velocidade extremamente baixa.

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Reconhecível até por telescópios amadores, a Messier 104 ocupa no céu o equivalente a um terço do diâmetro lunar. Sua extensão exigiu que o Hubble capturasse múltiplas imagens, posteriormente unidas em um mosaico. Versões em alta resolução estão disponíveis no site da ESA.

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