Nova espécie de fungo “zumbi” é achada em aranhas brasileiras

Fungo zumbi foi achado em áreas florestais da Universidade Federal de Viçosa (MG). Ao infectar as aranhas, ele altera o comportamento delas

atualizado

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Arquivo dos pesquisadores
Imagem colorida mostra aranha infectada por fungo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra aranha infectada por fungo - Metrópoles - Foto: Arquivo dos pesquisadores

Ao realizar buscas por aranhas em áreas de floresta da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, pesquisadores se deparam com uma nova espécie de fungo. Batizado de Gibellula mineira, o exemplar infecta os aracnídeos, manipulando o comportamento deles e deixando-os como “zumbis”. 

Quem assiste a série The Last Of Us (2023), sabe que os fungos têm capacidade de causar estragos. Mas para a nossa sorte, na vida real, o mecanismo de tornar os hospedeiros em zumbi ocorre somente em insetos e aranhas. 

A descoberta fez parte do mestrado da estudante Aline dos Santos, sob orientação da pesquisadora Thairine Mendes Pereira e do professor Thiago Gechel Kloss, todos da UFV. Os resultados foram publicados na revista Fungal Biology em meados de março.

Fungo “zumbi” na UFV

Inicialmente, as buscas de Aline tinham como objetivo compreender melhor possíveis alterações no comportamento das aranhas, mas acabaram se deparando com uma nova espécie fúngica. As coletas do exemplar foram feitas ainda em 2024. Após passar por comparações com outros indivíduos já conhecidos, além de investigações morfológicas e genéticas, foi confirmado que se tratava de um organismo nunca antes visto.

Imagem colorida mostra aranha infectada por fungo - Metrópoles
Imagens mostram aranhas com (as de baixo) e sem os fungos (as de cima)

As aranhas atacadas pelo fungo são da espécie Iguarima censoria. Segundo análises, cerca de 25% da população das hospedeiras foram infectadas pelo organismo. 

“Outro resultado que surpreendeu os pesquisadores foi que aranhas menores apresentaram maior probabilidade de serem parasitadas, um padrão inesperado que levanta novas questões sobre a dinâmica da interação entre o fungo e suas aranhas hospedeiras”, afirma a UFV em comunicado.

Os pesquisadores ressaltam que o achado ajuda a entender mais detalhes da relação entre fungos e aranhas, além de mostrar que descobertas podem ser feitas em ambientes urbanos também, como no campus de uma universidade.

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