Nobel de Física vai para Francis Halzen por descoberta sobre neutrinos
Prêmio Nobel de Física é concedido pela Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo
06/10/2026 06:54, atualizado 06/10/2026 07:04

O Prêmio Nobel de Física foi concedido, nesta terça-feira (6/10), ao belga Francis Halzen “por contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica.”
Halzen percebeu que o gelo do Polo Sul poderia ser utilizado para rastrear partículas conhecidas como neutrinos. Essas partículas são elementares, que não possuem carga elétrica, têm uma massa minúscula e interagem extremamente pouco com a matéria. Por isso, elas conseguem atravessar planetas e corpos humanos inteiros.
A contribuição de Halzen ajudou no desenvolvimento do Observatório de Neutrinos IceCube — um quilômetro cúbico de gelo equipado com sensores de luz. Com o IceCube, pesquisadores conseguem capturar neutrinos provenientes de processos extremamente energéticos no universo distante.
O belga tem 82 anos e nasceu em Tienen. Ele é professor na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Prêmio Nobel de Física é concedido pela Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo.
Até hoje, 230 pessoas receberam a honraria. Entre elas, cinco mulheres.
A pessoa mais jovem a ganhar o Nobel de Física foi o australiano William Lawrence Bragg, que recebeu a honraria em 1915, aos 25 anos. Já a pessoa mais velha foi o americano Arthur Ashkin, que ganhou o prêmio em 2018, aos 96 anos.
O Nobel é concedido a pessoas que, “durante o ano anterior, tenham proporcionado o maior benefício à humanidade” nas áreas de física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz.



