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Nasa divulga vídeo de nave que mais se aproximou do Sol. Veja

Imagens inéditas da sonda Parker Solar mostram em alta definição o vento radioativo emitido pela estrela em aproximação inédita

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1 de 1 Tailândia, Calor - Temperatura, Vermelho, Pôr do Sol, Resolução 4K. Metrópoles - sol - Foto: kontekbrothers/Getty Images

A Nasa divulgou as primeiras imagens captadas pela sonda Parker Solar, a nave que chegou mais perto do Sol na história. O vídeo mostra o vento solar em detalhes nunca antes registrados por equipamentos humanos.

A aproximação com o Sol ocorreu em 24 de dezembro de 2024. Na ocasião, a sonda alcançou a distância de 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar. Parece muito, mas a Terra está a 149,6 milhões de quilômetros da estrela.

Para conseguir este feito, a sonda Parker é a nave criada que se move mais rápido em toda a história, a uma velocidade de 692 mil km/h, com uma série de equipamentos resistentes para poder capturar as imagens.

O vídeo revela partículas eletricamente carregadas se expandindo a partir da coroa solar. Esse fluxo, chamado de vento solar, causa efeitos por sua temperatura e radiação em satélites, redes elétricas e provoca também as auroras da Terra.


O Sistema Solar em números curiosos

  • O Sistema Solar tem oito planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Plutão não é considerado um planeta, ficando em uma categoria inferior, de planeta-anão.
  • Somando todos os planetas, são mais de 400 luas. Só Saturno conta com 274 luas e Júpiter possui 95 luas.
  • Em Marte está o ponto mais alto de superfície conhecida do Sistema Solar. O Monte Olimpo, com 22 quilômetros de altura, é um vulcão que tem mais de três vezes a altura do Monte Everest. Se ele estivesse no Brasil, seu território seria maior que o estado de Minas Gerais. Supõe-se que ele esteve em erupção ininterrupta por 2 bilhões de anos.
  • O planeta de mais gravidade é Júpiter, com cerca de 2,5 vezes a força da gravidade da Terra. Júpiter também é o maior planeta e o dono do dia mais curto (dá uma volta em si mesmo em só 10 horas terrestres).
  • O Sistema Solar não acaba após os planetas-anões. O Sol segue com uma zona de influência ativa por uma distância 100 vezes maior do que a dele para a Terra.
  • O ponto em que a zona gravitacional solar perde força é a chamada Heliopausa, mas o Sol segue sendo a estrela de referência por trilhões de quilômetros de uma região do espaço interestelar chamada de Nuvem de Oort.

Entendendo o clima do espaço

“A Sonda Solar Parker nos transportou mais uma vez para a atmosfera dinâmica da nossa estrela mais próxima. Esses novos dados nos ajudarão a aprimorar significativamente nossas previsões climáticas espaciais para garantir a segurança de nossos astronautas e a proteção de nossa tecnologia aqui na Terra e em todo o Sistema Solar”, afirmou Nicky Fox, da Diretoria de Missões Científicas da Nasa.

O objetivo da missão é entender melhor o clima espacial e como partículas aceleradas pelo Sol afetam a vida no Sistema Solar. A Parker foi projetada para resistir a temperaturas de até 1.371 °C e já opera desde 2018.

 

A missão mais veloz da história

Lançada há sete anos, a sonda usa a gravidade de Vênus para se aproximar em órbitas sucessivas do Sol. Em 2021, atravessou a coroa solar pela primeira vez e revelou que os limites da atmosfera externa são mais complexos do que se pensava.

A espaçonave é equipada com quatro instrumentos. O WISPR, responsável pelas imagens, possui duas câmeras resistentes à radiação. Com ele, os cientistas visualizaram a lâmina de corrente heliosférica, onde o campo magnético solar muda de direção, uma espécie de redemoinho de fogo e radiação.

Rumo às origens do vento solar

O conceito de vento solar foi proposto por Eugene Parker em 1958. Suas ideias enfrentaram resistência, mas inspiraram décadas de missões que confirmaram sua teoria. A sonda que leva seu nome é a primeira a investigar o fenômeno diretamente da coroa solar e descobriu-se que, na verdade, trata-se de dois fenômenos, os ventos solares rápidos e lentos.

O vento solar rápido pode ultrapassar 1,6 milhão de km/h e se origina como uma espécie de furacão magnético na superfície visível do Sol. Em 2024, cientistas conseguiram confirmar essa hipótese com ajuda das imagens captadas pela Parker durante a aproximação extrema.

Mistérios do vento solar lento

Ainda pouco compreendido, o vento solar lento viaja a metade da velocidade do vento rápido. Sua densidade é duas vezes maior, e ele apresenta variabilidade magnética que pode interferir nos sistemas de comunicação da Terra.

A sonda confirmou a existência de duas subcategorias do vento solar lento: o alfvênico e o não alfvênico. O primeiro exibe pequenas oscilações; o segundo, não. Eles se originam em regiões diferentes da coroa solar. A próxima passagem da Parker, prevista para 15 de setembro de 2025, deve aprofundar essa análise.

Sonda resiste ao calor extremo

Após o voo recorde, a Nasa informou que a sonda segue “em boas condições e operando normalmente”. A espaçonave resistiu a temperaturas próximas de 1 mil °C durante a manobra, graças ao escudo térmico de alta resistência.

O contato com a Terra foi reestabelecido dois dias após a aproximação. A Nasa confirmou que a sonda orbitará o Sol nessa distância até, pelo menos, setembro de 2025.

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