Lixo humano está causando domesticação de guaxinins, aponta estudo

De acordo estudo realizado por pesquisadores norte-americanos, há sinais de domesticação em guaxinins do país , como focinhos mais curtos

atualizado

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Imagem colorida mostra guaxinim em cima de um de lixo preto - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra guaxinim em cima de um de lixo preto - Metrópoles - Foto: Jonathan Therrien/Getty Images

Após analisar diversas imagens, pesquisadores identificaram que guaxinins moradores de áreas urbanas estão apresentando sinais precoces de domesticação. E o principal responsável pelo fenômeno é o lixo produzido por humanos, local onde os animais encontram alimentos para se deliciar.

O estudo liderado pela Universidade do Arkansas em Little Rock, nos Estados Unidos, utilizou fotos enviadas à plataforma de ciência cidadã iNaturalist para detectar a mudança nos mamíferos. Os resultados foram publicados no início de outubro na revista científica Frontiers in Zoology.

Geralmente, animais domesticados ficam menos agressivos com a presença de humanos, o que também foi detectado nos mamíferos. Além disso, é possível identificar a síndrome de domesticação através de atributos físicos: no caso dos guaxinins, foi possível perceber que os focinhos dos que viviam em ambientes urbanos estavam mais curtos em comparação aos de áreas rurais.

“Queríamos saber se viver em um ambiente urbano poderia impulsionar os processos de domesticação em animais que atualmente não são domesticados. Será que os guaxinins estariam no caminho da domesticação simplesmente por conviverem perto de humanos? O lixo é realmente o ponto de partida. Onde quer que os humanos vão, há lixo. Os animais adoram nosso lixo. É uma fonte fácil de alimento”, aponta a autora principal do estudo, Raffaela Lesch, em comunicado.

Fotos mostram mudanças nos guaxinins

Raffaela contou com a ajuda de 16 estudantes para analisar quase 200 mil fotos em busca de sinais de domesticação nos guaxinins. Foram procurados vários atributos, incluindo focinhos mais curtos, orelhas caídas, manchas brancas e o medo reduzido de humanos.

Após a investigação, o principal achado foi os focinhos menores, cerca de 3,5% mais curtos do que animais que vivem em ambientes rurais. Essa característica costuma surgir no início do processo de domesticação e pode estar ligado a mudanças genéticas no desenvolvimento do animal.

De acordo com os pesquisadores, o medo reduzido de animais em ambientes urbanos pode ser uma nova forma de seleção natural no futuro. Novos estudos serão realizados para avaliar se o fenômeno também está ocorrendo em outros mamíferos da cidade, como gambás. “Isso nos ajudará a entender se a presença humana já é suficiente para iniciar o processo de domesticação em uma espécie”, finaliza Raffaela.

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