Leilão de artefato raro do século 17 alcança valor recorde
Astrolábio foi vendido por US$ 2,75 milhões (cerca de R$ 13,7 milhões), um valor bem maior do que o do exemplar recordista anterior
atualizado
Compartilhar notícia

Um artefato raro, antigo e ainda com muito valor atualmente. Assim pode ser descrita a venda de um astrolábio de latão produzido no século 17 na Sotheby’s, uma das casas de leilão mais antigas de Londres, na Inglaterra. A peça estava em exposição nessa semana e foi arrematada por US$ 2,75 milhões (cerca de R$ 13,7 milhões, na cotação atual), estabelecendo um valor recorde.
Anteriormente, a venda mais cara de um astrolábio ocorreu em 2014, quando um exemplar otomano do século 15 foi adquirido por 1 milhão de libras (cerca de R$ 6,7 milhões, na cotação atual), um valor bem inferior ao mais novo arremate.
O artefato recordista foi produzido em 1612 por dois artesãos irmãos, Qa’im Muhammad e Muhammad Muqim, na cidade de Lahore, no Paquistão. O astrolábio foi entregue a um nobre do Império Mughal, que foi uma poderosa dinastia turco-mongol.
Anos depois, a peça foi parar na Índia, quando passou a fazer parte da coleção do marajá Sawai Man Singh 2º de Jaipur, uma cidade indiana. Quando ele morreu, ela foi herdada por sua esposa, a marajá Gayatri Devi, uma das personalidades mais icônicas do século 20. Já mais atualmente, o astrolábio estava em uma coleção privada, em Londres.
Mas, afinal, o que é um astrolábio?
Um astrolábio nada mais é do que um antigo instrumento astronômico. Bastante utilizado na navegação, ele ajudava a medir a altura do Sol, das estrelas e de outros astros acima do horizonte. Consequentemente, os usuários conseguiam determinar a latitude, as horas, achar pontos cardeais, além de outras funcionalidades. Atualmente, alguns o chamam de “computador astronômico portátil” ou “smartphone antigo”.
O exemplar em questão chama a atenção por ser bem maior que a maioria. Pesando 8,2 kg, o artefato mede cerca de 30 cm de diâmetro e tem quase 46 cm de altura.
Por fim, o valor pago na peça demonstra que a arte antiga e histórica ainda continua sendo valorizada mesmo nos tempos atuais.
