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Entenda por que jaqueta dos Mamonas não se desintegrou em 30 anos

Uma jaqueta com o símbolo dos Mamonas Assassinas foi encontrada intacta sobre o caixão do vocalista Dinho durante a exumação

atualizado

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1 de 1 mamonas-assassinass - Foto: Divulgação

A jaqueta dos Mamonas foi colocada em cima do caixão do vocalista Dinho no dia do enterro, em 1996, ficou coberta por sete palmos de terra por 30 anos. Ao ser encontrada intacta em 2026, o estado de conservação surpreendeu e gerou comentários e teorias nas redes sociais.

A explicação da conservação vem do material da peça: a jaqueta é feita de nylon, um material sintético muito resistente e que pode levar até 200 anos para se decompor. Como estava enterrada e protegida da exposição ao sol, chuva e variações climáticas, a jaqueta acabou preservada por mais tempo.

O nylon é um tipo de plástico sintético bem conhecido pela alta durabilidade e quando é protegido de mudanças no clima, a tendência é que o tempo de conservação seja ainda maior. 

Isso significa que o estado praticamente intacto da peça não tem relação com fatores extraordinários, mas sim com as características do próprio tecido. Segundo informações da família, a roupa foi colocada sobre o caixão por alguém da equipe dos Mamonas Assassinas durante o sepultamento.

Imagens da jaqueta encontrada intacta sobre o caixão de Dinho

Exumação marca nova fase de homenagens

Os integrantes dos Mamonas morreram em 2 de março de 1996, em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo. Além do vocalista Dinho, estavam no voo Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.

A exumação aconteceu 30 anos depois da tragédia como parte de um projeto novo das famílias, que irão criar um memorial ecológico em Guarulhos.

Parte das cinzas será depositada junto a cinco jacarandás — um para cada integrante — no espaço que receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas. A proposta é substituir a ideia de túmulo tradicional por um “memorial vivo”, que une natureza, tecnologia e memória.

Memorial com tecnologia e visitação gratuita

O novo espaço será instalado atrás dos túmulos originais, que serão mantidos como referência histórica. Cada árvore terá identificação nominal e recursos digitais para que os visitantes acompanhem o crescimento em tempo real.

Também estão previstos totens interativos e acesso a conteúdos multimídia, como clipes, entrevistas e registros históricos da trajetória do grupo. A visitação será gratuita. Além disso, a cidade de Guarulhos, onde a banda foi formada, deve incluir o memorial em sua rota cultural.

A família estuda encaminhar a jaqueta encontrada para fazer parte do acervo de um museu local, permitindo que os fãs tenham acesso à peça histórica. Também existem planos para a criação de um museu dedicado exclusivamente à banda e para a ampliação das ações do Instituto Mamonas Assassinas, que desenvolve projetos sociais.

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