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Ciência: Ig Nobel 2025 premia estudo sobre molho de macarrão perfeito

Prêmio Ig Nobel destaca pesquisas curiosas e bem-humoradas. Este ano, prêmios foram da cozinha a morcegos alcoolizados

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Foto colorida de molho para macarrão de cor branca - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de molho para macarrão de cor branca - Metrópoles - Foto: Yuuji / Getty Images

O prêmio Ig Nobel de 2025, conhecido por celebrar pesquisas inusitadas que fazem rir antes de pensar, entregou o troféu de física a um grupo de cientistas da Áustria, Itália e Espanha que estudou como preparar o molho de macarrão “cacio e pepe” sem que ele empelote.

A receita tradicional, feita com queijo pecorino romano, pimenta e água do cozimento da massa, muitas vezes se transforma em uma mistura cheia de bolinhas. O trabalho  premiado mostrou que isso ocorre porque as proteínas do queijo se agrupam quando a temperatura passa de cerca de 65 °C. A equipe descobriu que adicionar uma pequena quantidade de amido dissolvido em água ajuda a estabilizar o molho e evita o problema.

O Ig Nobel é organizado todos os anos pela revista científica Annals of Improbable Research e premia estudos de diferentes áreas do conhecimento, sempre com uma combinação de humor e criatividade. Além do molho de macarrão, a edição de 2025 destacou outras descobertas curiosas.

Vencedores do prêmio Ig Nobel de 2025

Literatura – O falecido médico William Bean, por registrar e analisar persistentemente a taxa de crescimento de uma de suas unhas ao longo de um período de 35 anos.

Psicologia – Marcin Zajenkowski e Gilles Gignac, por investigarem o que acontece quando você diz a um narcisista — ou a qualquer outra pessoa — que ele é inteligente.

Nutrição – Daniele Dendi, Gabriel Segniagbeto, Roger Meek e Luca Luiselli por estudarem até que ponto um certo tipo de lagarto escolhe comer certos tipos de pizza.

Pediatria – Julie Mennella e Gary Beauchamp por estudarem o que um bebê que mama sente quando sua mãe come alho.

Biologia – Tomoki Kojima, Kazato Oishi, Yasushi Matsubara, Yuki Uchiyama, Yoshihiko Fukushima, Naoto Aoki, Say Sato, Tatsuaki Masuda, Junichi Ueda, Hiroyuki Hirooka e Katsutoshi Kino, por seus experimentos para saber se vacas pintadas com listras de zebra podem evitar picadas de mosca.

Química – Rotem Naftalovich, Daniel Naftalovich e Frank Greenway, por experimentos para testar se comer Teflon (uma forma de plástico mais formalmente chamada de ‘politetrafluoroetileno’) é uma boa maneira de aumentar o volume dos alimentos e, portanto, a saciedade, sem aumentar o conteúdo calórico.

Paz – Fritz Renner, Inge Kersbergen, Matt Field e Jessica Werthmann, por mostrarem que beber álcool às vezes melhora a capacidade de uma pessoa falar em uma língua estrangeira.

Projeto de engenharia – Vikash Kumar e Sarthak Mittal, por analisarem, de uma perspectiva de projeto de engenharia, “como sapatos com mau cheiro afetam a boa experiência de uso de uma sapateira”.

Aviação – Francisco Sánchez, Mariana Melcón, Carmi Korine e Berry Pinshow, por estudarem se a ingestão de álcool pode prejudicar a capacidade dos morcegos de voar e ecolocalizar.

O objetivo do prêmio é chamar a atenção para a diversidade da ciência, mostrando que até as ideias mais improváveis podem render reflexões interessantes.

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