Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Ciência

Galáxia mais distante do universo é descoberta por telescópio da Nasa

A galáxia surgiu 280 milhões de anos após o Big Bang. Descoberta pode ajudar a entender a formação do universo e das estrelas na Via Láctea

23/05/2025 13:10
Getty Images
Imagem colorida de galáxia - Metrópoles

O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da Nasa, fez uma descoberta que pode ajudar a esclarecer como o universo se formou. O instrumento óptico encontrou a galáxia MoM-z14, a mais distante e antiga já observada, formada 280 milhões de anos após o Big Bang.

A observação inédita foi publicada no Open Journal of Astrophysics, na última sexta-feira (16/5). O trabalho foi liderado pelo astrônomo Rohan Naidu, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês), nos Estados Unidos.

Antes do James Webb, não existiam telescópios infravermelhos com espelhos grandes o suficiente para detectar a luz das galáxias primitivas, que apresentam altos desvios de cor para o vermelho.

Poucas semanas após o início das observações, o telescópio James encontrou uma abundância de galáxias brilhantes com desvios para o vermelho superiores a z = 10, indicando que objetos astronômicos estão se afastando com uma velocidade superior à da luz.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Com desvios para o vermelho de z = 14,4, a galáxia MoM-z14 surpreendeu a todos, colocando-se entre os objetos mais antigos e distantes já encontrados pela astronomia.

“Essa população inesperada eletrizou a comunidade e levantou questões fundamentais sobre a formação de galáxias nos primeiros 500 milhões de anos, aproximadamente”, escreveram os autores do estudo.
Imagem colorida de gráfico mostrando galáxias mais distantes - Metrópoles
Gráfico mostra galáxias mais distantes detectadas até hoje através do desvio para vermelho

Características da galáxia mais distante

A análise espectroscópica da luz da galáxia MoM-z14 revelou que a maior parte de sua claridade vem de estrelas jovens e brilhantes e não de um núcleo galáctico ativo (AGN). Esses núcleos são regiões extremamente luminosas no centro de galáxias geradas por buracos negros supermassivos em atividade.

O fato indica que o objeto distante provavelmente abriga estrelas supermassivas muito brilhantes, algo que os modelos de formação do universo primitivo já previam.

Os pesquisadores acreditam que descobertas como essa podem ser classificadas como a “arqueologia galáctica”. Os padrões químicos da MoM-z14 são parecidos com os das estrelas mais antigas da nossa galáxia e isso pode ajudar na compreensão de como as estruturas estelares se formaram na Via Láctea.

Um novo olhar sobre o universo

O telescópio da Nasa tem revelado uma população inesperada de galáxias brilhantes de tempos muito remotos, desafiando previsões teóricas de como e quando as primeiras galáxias se formaram.

“O JWST parece pronto para impulsionar uma série de grandes expansões da fronteira cósmica, desvios para o vermelho antes inimagináveis, aproximando-se da era das primeiras estrelas. Isso não parece mais tão distante”, escrevem os pesquisadores.

A Nasa planeja fazer o lançamento de mais um telescópio espacial nos próximos anos, o Nancy Grace Roman. O novo aparelho óptico ajudará a detectar centenas de galáxias semelhantes à MoM-z14, ajudando a confirmar descobertas atuais e revelar novas informações sobre o nascimento do universo. 

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!