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Apuração pelo Brasil

Ciência

Fóssil de 168 milhões de anos ajuda a descobrir origens da amamentação

O fossil foi achado com uma garganta bem preservada, mostrando que os primeiros parentes de mamíferos já amamentavam

07/10/2026 16:37
April I. Neander
Ilustração colorida de fóssil parente dos mamíferos - Metrópoles

Pesquisadores internacionais descobriram um fóssil na região da Mongólia Interior, na China. Batizado de Megacauda sungei, o animal é um parente primitivo dos mamíferos e viveu há cerca de 168 milhões de anos. Entre os restos mortais encontrados, está uma garganta bem preservada que, após ser estudada, revelou mais detalhes sobre a origem evolutiva da amamentação entre os mamíferos.

As investigações realizadas na garganta do animal apontam que a estrutura responsável por sugar o leite e engoli-lo já estava presente nos primeiros parentes dos mamíferos modernos, datados de um período entre cerca de 174 e 164 milhões de anos atrás.

A garganta bem preservada surpreendeu os cientistas, pois tecidos moles raramente se fossilizam. A descoberta, liderada pela Universidade Normal de Shenyang, na China, teve os resultados publicados na revista Nature nesta quarta-feira (7/10).

Outras características do fóssil

O fóssil era um docodonte, membro do clado Mammaliaformes, grupo que inclui parentes extintos e mamíferos atuais. A análise do animal revelou que se tratava de um espécime de cauda larga e achatada, patas traseiras curtas, pés relativamente longos e dentes com capacidade de corte.

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Predador, o Megacauda tinha estilo de vida semiaquático, vivendo em tocas, mas se alimentando na água de peixes, salamandras e invertebrados. Pesando até dois quilos, o bicho tinha tamanho semelhante ao de ornitorrincos modernos e se tornou o maior mamífero jurássico já conhecido.