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Esqueleto de 8 mil anos é encontrado em caverna submersa no México

A descoberta do esqueleto em Yucatán sugere como eram enterros e rituais e, assim, amplia entendimento sobre os primeiros povos das Américas

atualizado

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Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH)
Foto subaquática de nadador com câmera iluminnando e tirando foto de esqueletos humanos no fundo de uma caverna - Metrópoles.
1 de 1 Foto subaquática de nadador com câmera iluminnando e tirando foto de esqueletos humanos no fundo de uma caverna - Metrópoles. - Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH)

Arqueólogos mergulhadores descobriram um esqueleto humano pré-histórico de cerca de 8 mil anos nas profundezas de uma caverna submersa na costa caribenha do México, região conhecida como Riviera Maya, entre Tulum e Playa del Carmen, no estado de Quintana Roo.

A descoberta, que ocorreu no fim de 2025, foi publicada pelo site Heritage Daily, no último domingo (1º/3), e está sendo considerada um dos achados mais importantes de restos humanos antigos na área nos últimos anos.

Segundo os pesquisadores, o corpo foi recuperado a aproximadamente 8 metros de profundidade, após uma jornada de cerca de 200 metros, por meio de passagens de caverna inundadas, acessíveis apenas a mergulhadores altamente especializados.

De acordo com os arqueólogos que participaram da descoberta com o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do México, a posição do esqueleto — descansando sobre uma duna de sedimentos em uma câmara estreita — sugere que “o corpo foi colocado ali de forma intencional, possivelmente como parte de uma prática funerária ou ritual”. 

As cavernas submersas da Península de Yucatán são formadas por uma extensa rede de cenotes — poços naturais de água doce que se conectam a sistemas de cavernas subterrâneas.

Há cerca de 8 mil anos, no fim da última era glacial, o nível do mar era muito mais baixo, e essas cavidades estavam secas e expostas à superfície. Com o aquecimento global, pós-era glacial, os níveis do mar subiram e inundaram essas cavernas, preservando em seu interior restos arqueológicos extremamente antigos.

Esses sistemas de cavernas entre Tulum e Playa del Carmen já haviam revelado importantes fósseis humanos ao longo de três décadas de exploração. Este é o 11º esqueleto pré-histórico encontrado na região, alguns com idades superiores a 13 mil anos, como restos conhecidos em achados anteriores.

O esqueleto está atualmente sob análise detalhada por equipes de arqueólogos e especialistas em antropologia física. Pesquisas futuras devem ajudar a esclarecer não só a idade e as características biológicas do indivíduo, mas também como essa pessoa viveu, como foi a sua morte e que tipo de sociedade produziu esse enterro há tantos milênios.

Estudos como esse são essenciais para compreender não apenas a história regional da Península de Yucatán, mas também para ampliar a compreensão do povoamento humano nas Américas, um tema central na arqueologia e na história antiga do continente.

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