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Ciência

Dinossauro megaraptor é encontrado com “última refeição” ainda na boca

Fóssil encontrado na Patagônia mostra ossos de um réptil ainda entre os dentes do predador, oferecendo pistas inéditas sobre sua alimentação

24/09/2025 15:34, atualizado 24/09/2025 19:29
Andrew McAfee, Carnegie Museum of Natural History
Ilustração colorida de dinossauro com alimento na boca - Metrópoles

Pesquisadores descreveram uma nova espécie de dinossauro carnívoro, o Joaquinraptor casali, que viveu há cerca de 68 milhões de anos na Patagônia, Argentina.

O estudo, publicado na revista Nature Communications nesta terça (24/9), revelou um achado raro: o fóssil do animal foi encontrado com os restos de sua última refeição ainda presos na boca — um osso de um réptil crocodiliforme, grupo que inclui os ancestrais dos crocodilos modernos.

O novo megaraptor, com cerca de sete metros de comprimento e pesando mais de uma tonelada, era um dos principais predadores de seu ambiente. Os cientistas recuperaram partes do crânio, mandíbulas, ossos das pernas, membros anteriores e vértebras da cauda.

Segundo os cientistas, os achados formam um dos registros mais completos já encontrados dessa linhagem de predador. As análises apontam que o indivíduo tinha, pelo menos, 19 anos quando morreu.

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Foto colorida de fósseis de dinossauro - Metrópoles
Foto nítida do osso da perna do crocodilo e a mandíbula do megaraptor como foram encontrados

Embora exista a possibilidade de o osso ter sido depositado por processos naturais após a morte, a posição encostada nos dentes e as marcas compatíveis com mordidas sugerem que o dinossauro estava se alimentando quando morreu.

Para os autores, essa é uma das evidências mais diretas sobre o comportamento alimentar de megaraptores, um grupo de terópodes ainda pouco conhecido.

O achado contribui para compreender não apenas a alimentação desses animais, mas também aspectos evolutivos desse grupo de predadores que viveu no fim do período Cretáceo, pouco antes da extinção dos dinossauros não voadores.

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