Cientistas criam diamante de meteorito 50% mais duro que os normais

Atualmente, os diamantes convencionais são considerados os materiais naturais mais resistentes do mundo. Veja como feita a criação

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Imagem colorida de um diamente preso na pedra - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de um diamente preso na pedra - Metrópoles - Foto: Jeffrey Hamilton/Getty Images

Pesquisadores chineses conseguiram produzir amostras de lonsdaleíta – também chamado de diamante hexagonal – e criar um diamante de meteorito inédito. Até então, esse mineral só foi encontrado em meteoritos como o Canyon Diablo. A expectativa dos cientistas é que a pedra seja até 58% mais dura do que o diamante comum, que é o material natural mais resistente do mundo.

O estudo foi liderado pelo Centro de Pesquisa Avançada em Ciência e Tecnologia de Alta Pressão, na China, e publicado em julho na revista científica Nature.

O diamante criado pelos cientistas tem formato hexagonal, diferente do diamante convencional, que é cúbico. Enquanto os diamantes terrestres formam uma rede de tetraedros de carbono perfeitos repetidos em três camadas, o novo tem apenas duas.

Como foi feito o diamante

A equipe de pesquisa liderada por Wenge Yang, do centro de pesquisa chinês, queria reproduzir as condições intensas do impacto de um fragmento com a Terra.

Para isso, eles utilizaram uma célula de bigorna de diamante – dispositivo usado para gerar pressões extremamente altas através de duas superfícies achatadas feitas de diamante. Os cientistas comprimiram, de forma lenta e cuidadosa, um fragmento de grafite purificado e fixaram corretamente os átomos que se deslocavam usando um laser.

“As pressões e as camadas planas de carbono do grafite são forçadas a deslizar e se unir às camadas adjacentes, formando um favo de mel de carbono curvado, característico do diamante hexagonal”, explica Yang, em entrevista ao portal Live Science.

Mesmo com a peça ainda mostrando algumas impurezas e com fragmentos de diamante cúbico, imagens de um microscópio eletrônico mostraram as duas camadas de carbono, além de uma cristalografia de raios X confirmar a estrutura hexagonal.

Testes de dureza exigem amostras maiores que a produzida pelos pesquisadores, mas já confirmaram que a peça é pelo menos tão dura quanto o diamante comum.

Futuramente, os cientistas pretendem criar cristais maiores e mais puros. “Esses esforços ajudarão a adaptar as propriedades do diamante hexagonal para aplicações específicas e abrirão caminho para sua adoção industrial”, diz Yang.

Além disso, os pesquisadores esperam que o diamante hexagonal substitua o convencional em tecnologias industriais, como máquinas de precisão, eletrônicos de alto desempenho, tecnologias quânticas e sistemas de gerenciamento térmico.

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