COP30: emissões de CO2 devem atingir 38,1 bilhões de toneladas em 2025

Se o ritmo de emissões de gás carbônico (CO2) continuar assim, o mundo pode atingir o ponto de não reversão climática em cinco anos

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra indústrias produzindo fumaça composta por gás carbônico (CO2) - Metrópoles - Foto: AerialPerspective Images/Getty Images

As emissões mundiais de gás carbônico (CO2) devem chegar à marca de 38,1 bilhões de toneladas em 2025. A estimativa feita por cientistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, faz parte do relatório Global Carbon Budget 2025, apresentado na última quinta-feira (13/11) durante a Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém (PA).

De acordo com o documento feito por 130 cientistas, a produção de CO2 vinda da queima de combustíveis fósseis irá aumentar 1,1% em comparação com 2024, mesma porcentagem de elevação detectada de 2023 para 2024.

Quanto mais CO2 na atmosfera, mais a temperatura global aumenta. Segundo o limite estabelecido pelo Acordo de Paris, em 2015, se a Terra ultrapassar o aquecimento de 1,5ºC, entraremos em um “ponto de não reversão climática”, elevando as chances de eventos climáticos extremos, como secas mais prolongadas, chuvas mais fortes e calor exacerbado.

Ainda estamos distantes do limite de segurança de emissões de CO2 na atmosfera firmado no documento de 2015 — de 170 bilhões de toneladas. No entanto, com o ritmo atual, a estimativa é que o número seja alcançado até 2030, entrando de vez “no vermelho”.

No relatório, os cientistas dividem as principais fontes de emissão entre a queima de combustíveis fósseis e as alterações no formato original da terra para pastagens, agricultura ou outros usos.

Como a vegetação é responsável por capturar CO2, qualquer mudança atrapalha essa capacidade, deixando o gás mais “livre” para chegar à atmosfera. A poluição nos oceanos também atrapalha, visto que os fitoplânctons marinhos também ajudam na absorção do carbono. Por isso, florestas e oceanos são chamados de sumidouros de carbono – como se fossem os “ralos naturais” do gás.

Os pesquisadores também apresentaram outro estudo, que investigou o impacto das mudanças climáticas nos sumidouros naturais de carbono. De acordo com a pesquisa, 8% do aumento de CO2 na atmosfera ocorreu devido ao enfraquecimento dos ralos naturais em absorver o gás. Os resultados foram publicados na revista Nature, na última quarta-feira (12/11).

Ambientalistas apontam que é urgente antecipar os compromissos climáticos, a fim de evitar o ponto de não reversão climática. Para diminuir a emissão de gases carbônicos, o ideal seria a maioria dos países expandir o uso de energias renováveis e diminuir a produção de combustíveis fósseis.

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