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Ciência

Beijo na boca é coisa do passado? Hábito pode ter 21,5 milhões de anos

De acordo com estudo realizado por pesquisadores ingleses e norte-americanos, o beijo na boca acontece desde antes da época dos neandertais

Jorge Agle19/11/2025 14:10, atualizado 19/11/2025 14:59
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Willie B. Thomas/Getty Images
Imagem colorida mostra casal de pessoas brancas se beijando - Metrópoles

Após investigar a “árvore genealógica” do beijo, pesquisadores identificaram que dar uma bitoquinha é um comportamento existente há mais de 21 milhões de anos, praticado até pelos ancestrais comuns entre humanos, chimpanzés e bonobos, antes mesmo dos neandertais. A certeza veio após a análise de atitudes similares ao beijo em vários tipos de animais e nossos antepassados.

O estudo liderado por cientistas ingleses e norte-americanos foi publicado nesta quarta-feira (19/11) na revista científica Evolution and Human Behaviour. Outra descoberta curiosa é que os neandertais também beijavam e podem até ter encostado lábios com humanos modernos.

Para chegar aos resultados, os especialistas definiram um critério para considerar a atitude analisada como beijo: o contato das bocas não poderia ser agressivo, deveria ter movimento entre os lábios e não servir para passar alimentos.

“Humanos, chimpanzés e bonobos se beijam. É provável que seu ancestral comum mais recente se beijasse. Acreditamos que o beijo provavelmente evoluiu há cerca de 21,5 milhões de anos nos grandes símios”, afirma a autora principal do estudo, Matilda Brindle, da Universidade de Oxford, em entrevista ao portal britânico BBC.

De acordo com os pesquisadores, foram encontradas pistas de que animais como lobos, cães-da-pradaria, ursos-polares e albatrozes também dão uma bitoquinha, mas sem aquela técnica tão apurada.

O estudo ainda não desvendou quando o beijo surgiu nas sociedades primitivas, porém algumas teorias apontam que o comportamento pode ter começado como uma forma de limpeza entre primatas, para ver como estava a saúde ou até como uma avaliação de compatibilidade entre parceiros.

“É importante entendermos que isso é algo que compartilhamos com nossos parentes não humanos. Deveríamos estudar esse comportamento, e não simplesmente descartá-lo como algo bobo, porque tem conotações românticas entre humanos”, finaliza Matilda.

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