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Ciência

Bactérias tóxicas deixam capivaras verdes no Rio Uruguai. Entenda

Ploriferação de cianobactérias mudou a coloração dos animais. Fenômeno que chamou a atenção da web pode ser prejudicial à saúde

12/02/2025 15:20
Reprodução/Instagram/salvemos_alrio
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Viralizaram nas redes sociais os vídeos de capivaras pintadas de verde à beira de rios na Argentina e no Uruguai. Biólogos afirmam que a mudança da coloração é uma consequência da ploriferação de cianobactérias na água.

O fenômeno é conhecido por formar “tapetes verdes” sobre as águas. O boom das bactérias começou no último domingo (9/2), na região de Lago Salto Grande, na fronteira da Argentina com o Uruguai — a cerca de 160 km da fronteira com o Brasil. Como consequência, as capivaras que vivem na região começaram a aparecer com coloração esverdeada.

O que são cianobactérias?

Esses microrganismos, conhecidos como “algas verde-azuladas”, são capazes de realizar fotossíntese e estão presentes em ambientes aquáticos. A ploriferação descontrolada costuma estar associada a mau-cheiro intenso, resultado das toxinas liberadas e que podem causar desde irritações na pele até problemas hepáticos e neurológicos, dependendo do nível de contato.

O excesso de nutrientes na água, resultado do despejo de esgoto e de agrotóxicos alimenta o crescimento descontrolado desses microrganismos. Ns redes socais, argentinos têm acusado que as medidas mais permissivas adotadas pelo governo Milei no que toca o uso de agrotóxicos podem estar relacionadas tanto ao fenômeno como ao riacho que ficou vermelho sangue em uma região vizinha no início do mês.

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Riscos à saúde

A Comissão Administrativa do Rio Uruguai (CARU) emitiu um alerta de saúde no início deste mês para o aumento das cianobactérias graças às altas temperaturas que as águas têm registrado neste verão.

“Os principais sintomas da exposição podem ser: dor de cabeça; desconforto digestivo; náuseas e tonturas; diarreia; vômitos; irritação da pele (com erupção cutânea) e dos olhos (conjuntivite); inflamação dos ouvidos (otite), nariz e garganta; tosse seca, pneumonia e lesões hepáticas graves”, afirmam.

Segundo a comissão, os grupos mais vulneráveis ​​às toxinas produzidas pelas cianobactérias são crianças, gestantes, idosos, pessoas imunossuprimidas, além de pescadores e salva-vidas, que têm maior contato com a água.

Como se proteger?

Autoridades recomendam evitar o contato com águas que apresentem coloração esverdeada, turvação ou odor forte. Banhistas devem ficar atentos a sinais como acúmulo de espuma na superfície.

Em caso de exposição, é essencial lavar a pele com água limpa e buscar atendimento médico se surgirem sintomas. Animais de estimação também não devem ter acesso à água contaminada.

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