Astrônomos detectam sinal misterioso vindo do espaço, mas não sabem o que é
Entre as principais hipóteses dos pesquisadores está que o sinal pode ser uma supernova ou um buraco negro despedaçando uma estrela

Ao analisar um pequeno pedaço do céu localizado na constelação austral de Fornax, astrônomos detectaram dois sinais estranhos vindos de um pequeno canto do campo de observação. Apesar de percebê-los, até o momento os especialistas não chegaram a nenhuma explicação satisfatória do que está por trás do envio dos sinais.
O encontro dos sinais misteriosos ocorreu durante um estudo utilizando o Campo Ultraprofundo (HUDF, na sigla em inglês) do Telescópio Espacial Hubble. O trabalho liderado pelo pesquisador Mason Huberty, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, foi publicado no The Astrophysical Journal em meados de setembro.
Usando o HUDF, que é uma das imagens mais profundas e detalhadas já registradas do Universo em luz visível, os pesquisadores queriam encontrar objetos distantes e tênues que poderiam ter se perdido em observações anteriores. Para a tarefa, eles buscaram por linhas de emissão, uma técnica que ajuda a detectar a composição química, temperatura e propriedades físicas de materiais ou corpos celestes por meio da luz emitida por eles.
Ao todo, foram encontradas seis detecções classificadas como galáxias distantes. O sinal estranho veio do sétimo objeto, que se mostrou brilhante em observações em infravermelho próximo, porém não estava acompanhado de nenhuma outra linha de emissão (como a impressão digital química do elemento) que pudesse dar pistas do que ele era.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesForam realizadas duas observações, com um intervalo de 88 dias entre elas, e em ambas apareceram sinais estranhos do sétimo objeto, demonstrando que não era uma falha técnica.
Os cientistas têm algumas hipóteses de onde vem o sinal misterioso. Eles acreditam que ele é uma supernova ou um buraco negro despedaçando uma estrela. No entanto, nenhuma delas explica perfeitamente o caso.
“Este objeto é extremamente incomum e testa condições físicas extremas. Observações de acompanhamento são essenciais para confirmar o desvio para o vermelho e determinar a origem física da emissão. Espectroscopia mais profunda e sensível poderia revelar linhas de emissão adicionais e estabelecer definitivamente o desvio para o vermelho e a natureza da fonte”, afirmam os astrônomos no artigo.
