Artemis II: astronautas terão 40 minutos críticos na Lua. Veja por quê
Marcando a volta dos humanos à Lua, a missão Artemis II passará por uma das regiões mais intrigantes do satélite natural: seu lado oculto
atualizado
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O lançamento histórico da missão Artemis II na última quarta-feira (1º/4) deu início ao retorno dos humanos à Lua após mais de 50 anos. No entanto, a viagem não é feita só de “flores” e passará por momentos tensos também. Um deles ocorrerá nessa segunda-feira (6/4), quando os astronautas passarão pelo lado oculto do satélite natural e ficarão sem comunicação com a Terra por cerca de 40 minutos.
Estima-se que o trajeto pela região mais extrema da Lua aconteça por volta 19h47 (horário de Brasília). A interrupção entre os tripulantes e o centro espacial de controle da missão, localizado na cidade de Houston, nos Estados Unidos, ocorrerá pois o próprio satélite natural bloqueia sinais de rádio e laser da espaçonave.
Durante o período, os quatro tripulantes ficarão totalmente isolados no Universo. A expectativa é que eles aproveitem o tempo para observar um lado pouco explorado da Lua, capturando imagens e analisando detalhes geológicos do local.
Uma situação semelhante aconteceu na missão Apollo 11, ocorrida em 1969. Na ocasião, o astronauta Michael Collins ficou 48 minutos sem contato com a Terra e seus companheiros Neil Armstrong e Buzz Aldrin, que estavam na superfície lunar, enquanto ele permaneceu no módulo de comando.
Para quem quiser acompanhar os detalhes da missão, a Nasa transmite ao vivo a rotina dos astronautas através de suas redes sociais.
Apreensão com o retorno do sinal da Artemis II
A falta de comunicação dos astronautas já era algo esperado na viagem. No momento, não há nada a fazer. As estações espaciais que acompanham os dados enviados pela espaçonave Orion só saberão que os astronautas estarão bem quando os sinais voltarem.
Para resolver o problema de comunicação na Lua, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) pretende criar futuramente uma rede mais abrangente de satélites em volta da Lua. A ideia faz parte do programa Moonlight.
Os planos para a construção de uma base lunar também ajudarão a tornar as viagens ao satélite natural mais seguras em relação ao contato entre astronautas e a Terra.












