Governador de MG ataca a própria empresa estadual de energia
Romeu Zema, do partido Novo, postou em sua conta no Twitter que a Cemig “está atrapalhando a vida de quem produz” e precisa ser vendida
atualizado
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vem sendo muito criticado no Twitter desde que, na terça-feira (05/11/2019), fez um post relatando uma visita que fez a Unaí e informando a conclusão a que chegou ao conversar com agricultores e empresários da cidade: a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) “está atrapalhando a vida de quem produz”. E concluiu: “Temos que vendê-la”.
O detalhe que provocou a polêmica: a empresa é estatal, e cabe ao governo local decidir quem a lidera e, teoricamente, fazê-la funcionar com qualidade.
Estive em Unaí e fiquei assustado com os depoimentos de agricultores e empresários. Eles querem investir e não conseguem porque não têm acesso à energia. A Cemig está atrapalhando a vida de quem produz. Temos que vendê-la. https://t.co/JxtHkaogs8
— Romeu Zema (@RomeuZema) 5 de novembro de 2019
O primeiro comentário utiliza a a ironia para questionar o primeiro governador eleito pelo partido Novo (sigla de caráter declaradamente liberal e defensor ferrenho de privatizações gerais) no país: “Não seria melhor administrar com competência?”.
A partir daí começa uma longa polêmica, com parte dos comentários atacando a posição do governador mineiro, empresário que nunca havia assumido um cargo eletivo, parte apoiando, atribuindo à iniciativa privada uma série de qualidades e antevendo melhora dos serviços.
A discussão reflete uma das últimas sondagens do humor dos mineiros em relação à possível privatização da empresa, algo que vem sendo discutido há alguns anos. A Associação Mineira de Municípios (AMA) divulgou no meio de outubro uma pesquisa de opinião que indicou 47,7% dos entrevistados como contrários à venda da Cemig, bem acima dos 36,2% manifestamente favoráveis – 16,1% não sabem ou não responderam.
