Alesp fará homenagem a Pinochet a pedido de deputado do PSL
Frederico d’Avila alega que ditador chileno “impediu que cenário ditatorial e violador de direitos humanos cubano e soviético se instalasse”
atualizado
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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) vai homenagear o ditador chileno Augusto Pinochet. A sessão solene está marcada para o dia 10 de dezembro, no Auditório Paulo Kobayashi, conforme o site da Alesp.
A proposta é do deputado Frederico d’Avila, do PSL. “Pinochet conduziu seu governo de forma brilhante, impedindo que o cenário ditatorial e violador de direitos humanos cubano e soviético da época se instalasse no seio da sociedade chilena. A visão comunista desses fatos nunca entenderá o bem que ele fez àquele país e à América Latina”, justificou d’Ávila em e-mail enviado ao Metrópoles.
“Acabou a era de exaltar terroristas como se heróis fossem. O presidente Augusto Pinochet, em 17 anos do seu governo, transformou o Chile na economia mais pujante da América Latina”, completou.
Esta não é a primeira vez que políticos brasileiros exaltam a figura do ditador. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já elogiou abertamente Pinochet. Em uma das ocasiões, em 2015, afirmou que o general “devia ter matado mais gente”.
Recentemente, Bolsonaro atacou a ex-presidente do Chile e Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, ao citar o nome do pai dela, Alberto Bachelet, morto sob o regime militar no país.
“Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, disse Bolsonaro.
Augusto Pinochet foi um general do Exército que comandou o Chile entre 1973 e 1990. Mais de 3 mil pessoas foram mortas durante o regime.

