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Quem era Semyon Skrepetsky, artista crítico de Putin morto a tiros

O artista foi morto a tiros em um estacionamento na cidade de Biala Podlaska, no leste da Polônia

16/06/2026 18:38
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Getty Images
O artista Semyon Skrepetsky e o presidente da Rússia, Vladimir Putin

O artista russo Semyon Skrepetsky, mundialmente conhecido por suas fortes críticas ao presidente Vladimir Putin, foi morto a tiros em um estacionamento na cidade de Biała Podlaska, no leste da Polônia. O crime, que gerou repercussão internacional nesta semana, foi marcado pela violência: a vítima foi atingida por cinco disparos, incluindo um na cabeça.

Skrepetsky era o pseudônimo artístico do performer e artista visual Robert Kuzovkov, de 44 anos. Ele ganhou notoriedade global ao utilizar suas obras e pinturas satíricas como ferramentas de denúncia contra o governo russo e as principais autoridades de Moscou.

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O artista Semyon Skrepetsky
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O artista Semyon Skrepetsky

Stefano Mazzola/Getty Images
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O artista Semyon Skrepetsky

Vasily Krestyaninov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
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O artista Semyon Skrepetsky

Vasily Krestyaninov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Protesto recente contra Putin na Alemanha

Apenas três dias antes do assassinato, Skrepetsky havia viajado para Berlim durante o “Dia da Rússia” (celebrado em 12 de junho). Em frente à embaixada russa na Alemanha, o artista realizou um protesto de grande impacto carregando uma caricatura que unia as figuras de Joseph Stalin e Vladimir Putin.

O artista vivia exilado na Polônia desde 2021, após fugir de seu país natal por temer perseguição política. Mesmo longe da Rússia, ele manteve sua postura combativa em relação ao Kremlin e participava ativamente de eventos da oposição — grupo que ele também não poupava de críticas.

Obras polêmicas e sátira a Navalny

Entre os seus trabalhos de maior repercussão estavam caricaturas ácidas de figuras influentes da política russa, incluindo o líder checheno Ramzan Kadyrov e o próprio opositor Alexei Navalny, morto em 2024 em uma colônia penal russa.

Uma de suas pinturas mais emblemáticas e polêmicas reinterpretava um tradicional ícone ortodoxo: na imagem, a figura da Virgem Maria era substituída por Joseph Stalin, que aparecia segurando um Vladimir Putin bebê no colo, no lugar do menino Jesus.

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