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Celebridades

O que se sabe sobre o julgamento do assassinato de Tupac Shakur

Duane “Keffe D” Davis será julgado nos Estados Unidos pela suposta participação no assassinato de Tupac, em 1996

10/08/2026 10:10
Getty Images / Ilustração nas fotos: Vulture
2Pac e Keefe D, em montagem - Metrópoles

O julgamento de Duane “Keffe D” Davis, principal suspeito de orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur, começa nesta segunda-feira (10/8), nos Estados Unidos. Trinta anos após a morte do artista, a Justiça quer provar a responsabilidade do ex-líder de uma gangue pelo crime que permaneceu sem solução durante décadas.

Tupac foi morto aos 25 anos, em setembro de 1996, após ser baleado dentro de um carro em Las Vegas. Segundo a acusação, o crime teria sido motivado por uma vingança após uma briga envolvendo o rapper e Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Duane “Keffe D” Davis.

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Tupac Shakur recebe estrela na Calçada da Fama. Irmã do rapper se emociona
Tyson e Tupac
Tupac Shakur foi assassinado em 1996
Tupac Shakur
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Tupac Shakur

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Tupac Shakur recebe estrela na Calçada da Fama. Irmã do rapper se emociona
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Tupac Shakur recebe estrela na Calçada da Fama. Irmã do rapper se emociona

Leon Bennett/Getty Images
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Divulgação/Rap Mais
Tupac Shakur foi assassinado em 1996
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Tupac Shakur foi assassinado em 1996

Reprodução

Na noite do crime, Tupac estava em um BMW dirigido por Marion “Suge” Knight quando um Cadillac branco parou ao lado do veículo e os disparos foram efetuados. A investigação ficou paralisada por décadas por falta de provas, até que novas informações colocaram Davis no centro do caso.

Quem é o acusado?

Duane “Keffe D” Davis era um dos líderes da South Side Compton Crips, gangue de Los Angeles. Segundo a promotoria, ele teria ordenado o assassinato de Tupac e fornecido a arma usada no crime.

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Davis foi preso em setembro de 2023 e, atualmente aos 63 anos, responde por assassinato. Se condenado, pode receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O acusado, no entanto, nega ter participado do assassinato e se declara inocente. Em entrevista à ABC News, concedida da prisão em março de 2025, afirmou: “Sou inocente. Nunca matei ninguém”.

O que aconteceu na noite da morte?

Horas antes dos disparos, Tupac e Suge Knight estavam no cassino MGM Grand para assistir à luta de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon. Após o combate, os dois se envolveram em uma briga com Orlando Anderson, sobrinho de Davis.

De acordo com a acusação, o confronto teria motivado um plano de vingança. Mais tarde, Tupac e Knight estavam no BMW quando um Cadillac parou ao lado do carro e os ocupantes abriram fogo. Tupac foi atingido e morreu seis dias depois, em 13 de setembro de 1996.

O caso ganhou novos desdobramentos por causa de declarações de Davis em um livro. Na obra, ele relata que estava no banco da frente do Cadillac branco de onde partiram os tiros e também que passou uma arma para o banco de trás do veículo, mas nunca revelou quem efetuou os disparos. Todos os outros ocupantes do carro morreram desde o crime.

As declarações, que também eram consistentes com entrevistas anteriores concedidas por Davis, acabaram sendo usadas contra ele e contribuíram para sua prisão em 2023.

Davis diz que conteúdo do livro é ficcional

No julgamento, o ex-líder de gangue tenta impedir que o livro seja utilizado como prova. Ele afirma que não escreveu as próprias memórias e que o conteúdo teria sido ficcionalizado pelo coautor por razões comerciais. Os advogados dele também tentaram impedir o uso de um interrogatório policial de 2008, mas não tiveram sucesso.

Já a acusação pretende demonstrar que Davis participou da organização do assassinato e forneceu a arma utilizada no crime. A defesa, por outro lado, sustenta que ele não estava em Las Vegas na noite da morte.

O julgamento começa com a seleção do júri, que deve durar cerca de uma semana. Ainda não há previsão para um veredito. Independentemente do resultado, o processo não deve necessariamente esclarecer quem efetuou os disparos contra Tupac. O foco da acusação está na suposta participação de Davis na organização do assassinato.