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Celebridades

Morre o diretor Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos

Luiz Carlos Barreto marcou a história do cinema brasileiro com seis décadas de atuação como produtor, diretor e fotógrafo

22/07/2026 10:17, atualizado 22/07/2026 10:44
Reprodução
Imagem colorida do diretor Luiz Carlos Barreto - Metrópoles

Morreu, aos 98 anos, o diretor e fotógrafo brasileiro Luiz Carlos Barreto. Conhecido como Barretão, ele deixa legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional, com participação em várias produções históricas do cinema brasileiro. A informação da morte dele foi confirmada por familiares para o jornal O Globo.

O diretor estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu queda durante viagem ao Ceará, seu estado natal, onde receberia homenagem.

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Nélida Piñon entre Lucy e Luiz Carlos Barreto
Luiz Carlos Barreto
Lucy e Luiz Carlos Barreto
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Lucy e Luiz Carlos Barreto

Foto: Reprodução
Nélida Piñon entre Lucy e Luiz Carlos Barreto
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Nélida Piñon entre Lucy e Luiz Carlos Barreto

Marco Rodrigues/Divulgação
Luiz Carlos Barreto
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Luiz Carlos Barreto

Reprodução

Carreira marcante no cinema nacional

Ao longo da carreira, foi uma das figuras centrais do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro nos anos 1960.

Antes de se consolidar como produtor, atuou como jornalista, fotojornalista, roteirista e diretor de fotografia. Entre seus trabalhos mais marcantes nessa função, estão Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.

Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, responsável por viabilizar clássicos como Garrincha – Alegria do Povo (1963), A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969) e Brasil Ano 2000 (1969).

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Como produtor, assinou mais de 80 filmes ao longo de 60 anos de carreira. Seu maior sucesso de público foi Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), dirigido pelo filho dele, Bruno Barreto, com base na obra de Jorge Amado.

Nascido em Sobral, no Ceará, em 1928, Luiz Carlos Barreto mudou-se para o Rio de Janeiro aos 19 anos. Após trabalhar na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), iniciou a carreira no jornalismo, nos Diários Associados, passando pelas revistas A Cigarra e O Cruzeiro, onde se destacou como fotógrafo.

Foi nesse período que conheceu Lucy Barreto, que se tornou esposa dele posteriormente e parceira de vida.