Ex-produtor da Globo expõe cobrança da emissora durante internação
Fabricio Marta afirmou que recebeu cobranças da TV Globo enquanto estava internado após sofrer dois infartos
atualizado
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Fabricio Marta, ex-produtor da TV Globo, fez uma série de publicações nas redes sociais detonando a emissora. Após sofrer dois infartos, o jornalista relatou ter recebido cobranças extremas da empresa enquanto ainda estava internado.
“Estava eu, no Centro de Terapia Intensiva (CTI), com eletrodos enfiados até no ‘hubble’, quando pisca uma mensagem da firma, no WhatsApp. Era a mocinha do Departamento de Cuidados à Pessoa da Globo, que, muito gentilmente, pediu que eu anexasse meu atestado médico ao sistema da empresa: lá mesmo do hospital”, disse.
“Expliquei que ainda não havia previsão de alta, mas a moça insistia. E não era I.A. Pensa: você recém-infartado, com acesso para aplicação de contraste em um braço, acesso para coleta de sangue no outro… Sem dormir… Porque não se dorme em um CTI coronariano, sem saber se vai morrer e deixar um filho com 17 anos, e a cidadã em busca de algo que eu não poderia montar nem com Lego”, completou.
Na sequência, Fabricio ironizou o “modo de acolhimento” da Globo e comparou a situação com a de outros funcionários da empresa: “Daí eu perguntei se ela agiria com a mesma afobação com a Renata Vasconcellos, William Bonner, Pedro Bassan, Flávio Fachel… Resposta: o modelo contratual deles é PJ, difere do seu”.
Em outra postagem, ele disse ter pesadelos com a empresa e reclamou que a Globo não custeava participação de “jovens produtores” no Congresso de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
“A cada edição vindoura, rosários e mais rosários eram desfiados diante na minha ex-mesa: o chefe de redação que não podia nada pelos 23 produtores. Não conseguíamos passagens de ônibus, aérea, hospedagem também não. Os que conseguissem se bancar no estilo largados e pelados, ganhavam um vale-podrão e um Uber, acho”, lembrou.
Críticas contra William Bonner
Em outra publicação, o ex-produtor detona William Bonner, que comandou o Jornal Nacional (JN) por quase três décadas.
“Bonner proclamou, dias antes de deixar o JN, que o cenário do telejornal era um ‘santuário’ e exigiu providências quanto o acesso de visitantes. No dia seguinte, brotou essa placa medonha e antipática na redação. A marca de um cara que tinha tudo para ser Deus resumida a um recado de síndico decadente”, afirmou.
Na sequência, Fabricio sugeriu que Márcio Gomes, âncora da CNN, deveria comandar a atração: “Mas o carinha construiu asas mais potentes e, hoje, é a sua própria marca — sempre, sempre, sempre atrelado à credibilidade. Voa, meu amigo! Você é gigante”.
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