Como foi audiência de custódia de esposa de Henrique, presa nos EUA
Amanda Vasconcelos, esposa de Henrique da dupla com Juliano, foi presa na Flórida (EUA) após ser parada pela polícia norte-americana
atualizado
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Amanda Vasconcelos, esposa de Henrique, cantor dupla de Juliano, passou por audiência na Justiça dos Estados Unidos após ter sido presa na porta de casa em Orlando (EUA) nesta terça-feira (3/2). Após se apresentar para uma juíza do Condado de Orange, na Flórida, ela terá que pagar duas fianças, ambas no valor de US$ 500.
A empresária responde a um processo criminal por não ter atendido ao comando de parada dos policiais norte-americanos e por dirigir sem carteira de habilitação norte-americana. Ela passou a noite detida e compareceu à audiência pela tarde.
Segundo o UOL, Amanda foi acompanhada por um advogado e por uma intérprete durante a sessão. À juíza, o advogado da empresária alegou que os policiais falaram com ela em espanhol, o que dificultou o entendimento da brasileira durante a abordagem.
Além da fiança por dirigir sem carteira válida nos EUA, de US$ 500 (R$ 2.620, na cotação atual), a Justiça fixou fiança de US$ 500 para a acusação de que ela ignorou a ordem de parada da polícia — um valor considerado baixo para o gravidade do delito.
O entendimento da magistrada foi de que não há provas suficientes para justificar que Amanda tentou fugir dos policiais após o comando de parada. Aos oficiais, ela admitiu que não teve certeza se as sirenes e avisos luminosos eram de fato para ela.
Apesar da nova determinação da Justiça norte-americana, ainda não se sabe quando Amada será liberada.
Possível deportação
Por ser brasileira, a situação da esposa do sertanejo vai além da simples sanção administrativa. Segundo o advogado criminal e especialista em extradição Eduardo Maurício, há risco de que Amanda seja deportada a depender do andamento do processo.
“Sob a administração Trump, há foco em aplicação rigorosa, priorizando deportações por crimes, mesmo menores”, pontua. O especialista explica ainda que a legislação norte-americana entende a tentativa de fuga como um risco à segurança pública, o que traz um agravante ao caso da brasileira.
Além disso, há um risco iminente de que a prisão de Amanda possa atrair a atenção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). Mesmo em casos de delitos menores, prisões locais costumam ser comunicadas às autoridades migratórias quando em caso de crimes cometidos por estrangeiros, o que pode resultar em uma detenção imigratória após a conclusão do processo criminal.
“Isso é padrão para não-cidadãos com acusações como tentativa de fuga. Há possibilidade de prisão ou detenção por agentes de imigração se houver notificação ou violação de visto, conduzindo um processo em centro de detenção”, explicou o advogado.
O Metrópoles procurou a assessoria da dupla Henrique & Juliano, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue em aberto.












