Entenda por que Suzane von Richthofen pode voltar à prisão
Suzane von Richthofen enfrenta uma briga na família desde que o tio foi encontrado morto no dia 9 de janeiro
atualizado
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Suzane von Richthofen corre o risco de voltar à prisão após disputa familiar iniciada depois da morte do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado sem vida no início de janeiro. O conflito envolve a herança deixada pelo familiar, avaliada em R$ 5 milhões.
Silvia Gonzalez Magnani, prima de Suzane, registrou um boletim de ocorrência no qual acusa a familiar de ter se apropriado indevidamente de bens e dinheiro do tio após a morte dele. De acordo com o colunista Ullisses Campbell, a Polícia Civil apura o caso.
Caso seja constatada a prática do crime, Suzane pode perder o benefício do regime aberto e retornar ao sistema prisional para cumprir o restante da pena de 39 anos. Ela foi condenada em 2006 pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, e ficou anos detida na Penitenciária de Tremembé. Para permanecer em liberdade, ela não pode cometer novos delitos.
No processo, Suzane von Richthofen admitiu ter entrado na casa do tio e retirado alguns objetos, entre eles um carro Subaru XV. Ela também afirmou ter soldado o portão do imóvel para, segundo sua versão, proteger os bens de Miguel, que acredita ter direito a herdar.
Na disputa pela herança, Suzane sustenta ter “prioridade” por ser a parente consanguínea mais próxima. Já Silvia Gonzalez Magnani, prima que mantinha um relacionamento estável com o médico há mais de dez anos, defende que a administração do espólio deve ficar sob sua responsabilidade.
Briga por herança
Suzane von Richthofen já esteve envolvida em outra disputa por herança. Em 2002, após encomendar a morte dos pais, ela tentou ter acesso ao patrimônio estimado em R$ 10 milhões deixado por Manfred e Marísia von Richthofen. À época, o tio Miguel Abdalla Netto recorreu à Justiça e conseguiu impedir que a sobrinha tivesse acesso aos bens.
O impedimento teve como base o dispositivo do Código Civil que trata da indignidade sucessória, instituto jurídico que exclui da herança quem pratica crime grave contra o próprio autor da herança ou contra integrantes de seu núcleo familiar, como cônjuge, ascendentes ou descendentes. A aplicação da regra é restrita a essas hipóteses e não se estende automaticamente a crimes cometidos contra terceiros. Por isso, Suzane pode ter, sim, direito à herança do tio.






