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Defesa diz que Isis Valverde pagou curso e tratava cozinheira com carinho

Uma ex-funcionária da atriz Isis Valverde moveu um processo alegando acúmulo de funções e uma jornada de trabalho de 12 horas diárias

16/06/2026 20:40
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Isis Valverde firmou um acordo de R$ 30 mil com a ex-cozinheira Marcia Raimunda em uma ação trabalhista que tramitava na 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. A trabalhadora alegava cumprir jornadas de 12 horas diárias com apenas 20 minutos de pausa. A defesa alega que a atriz é inocente e reforça que, quando patroa, deu uma casa e pagou um curso de culinária para a funcionária.

O acordo, dividido em seis parcelas de R$ 5 mil, foi fechado em 25 de novembro de 2025 e encerrou o processo sem a condenação da atriz. Inicialmente, Márcia pedia uma indenização de cerca de R$ 400 mil.

Ao Metrópoles, a defesa de Isis Valverde, representada pelo advogado Ricardo Brajterman, afirmou que a atriz presenteou Márcia com uma casa e custeou um curso de gastronomia.

“Quem ataca Isis não sabe que durante o tempo em que trabalhou para ela, a reclamante ganhou um curso e uma casa! Foi tratada com toda educação, carinho e, sobretudo, dentro do que a Lei Trabalhista determina”, alega o advogado.
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O curso era voltado à formação de cozinheiras do lar, com foco em alimentação saudável e restritiva, e foi ministrado pela chef Lorena Abreu. Ao anunciar a conclusão do treinamento, a professora escreveu: “Agora, o cardápio da Isis Valverde está cheio de novidades, de receitas com peixes e frutos do mar, veganas, vegetarianas, low carb, sem açúcar e sem glúten”.

Na publicação, que mostra Márcia segurando o certificado de conclusão, Isis Valverde comentou: “Foda”.

Segundo a defesa, seria inviável que a funcionária trabalhasse 12 horas por dia, já que a atriz passava longos períodos fora do Rio de Janeiro em razão de viagens, gravações e compromissos familiares.

“Por conta do trabalho, ela passa vários períodos morando em outras cidades, e, por conta da família, fica muito tempo fora do Rio de Janeiro, por isso não para em pé a alegação de 12 horas de trabalho e 20 minutos de descanso”, alega a defesa.

No processo, Márcia afirma que foi contratada como cozinheira, mas passou a acumular outras funções dentro da residência ao longo dos anos. Ela trabalhou para Isis entre 2014 e 2021. Nesse período, o salário teria passado de R$ 1,5 mil para R$ 2,5 mil.

Antes da ação que resultou no acordo, a ex-funcionária já havia movido outro processo contra a atriz. O caso foi arquivado em 2024 sem análise do mérito, após o não cumprimento de exigências processuais relacionadas aos cálculos da ação.

O novo processo terminou em acordo entre as partes, sem decisão judicial sobre a existência ou não de infrações trabalhistas.

Márcia foi procurada para comentar as declarações da defesa e apresentar sua versão dos fatos, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

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