Cristiane Machado após agressões do ex: “Quero minha vida de volta”

"O crime acontece no quarto, sem testemunhas e do lado da pessoa que você confia", lamenta a atriz

Reprodução

atualizado 21/11/2018 15:23

A atriz Cristiane Machado, vítima de agressões físicas do ex-marido, o ex-diplomata e empresário Sergio Thompson-Flores, desabafou sobre os últimos episódios de sua vida, exibidos no Fantástico de domingo (19/11). À revista Quem, a artista contou que viveu momentos de terror ao lado do ex, de 59 anos.

Ao relembrar as ameaças, Cristiane lamenta que Thompson continue foragido, já que teve prisão preventiva decretada pela Justiça por tentativa de feminicídio. “Peço que as pessoas o denunciem caso saibam onde ele está. A denúncia pode ser anônima!”, disse.

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“Ele está vivendo uma vida normal e eu cada dia durmo em um lugar diferente para me proteger. Ele pode tentar me matar. Eu quero a minha vida de volta, ter a chance de ir e vir. Tive que mudar os meus hábitos, os meus trajetos, a fechadura da minha casa”, explica a atriz, que conheceu Thompson em março de 2017 após superar um relacionamento de 11 anos.

De acordo com ela, o empresário se mostrou cortês no início, mas tudo não passava de um disfarce. “Só o via tendo discussões de trabalho, brigando com sócios, mas comigo nada. A única coisa de diferente é que as coisas tinham que ser meio do jeito dele, mas nada demais até aí”, revelou Cristiane.

O tempo passou, e com ele uma nova personalidade surgiu no ex-marido da artista. Depois de sofrer a primeira agressão e, com o andar da carruagem, ter os próprios pais ameaçados de morte por Thompson, Cristiane decidiu instalar câmeras escondidas em seu apartamento. Antes disso, porém, o casal havia se separado.

Após mais uma agressão, Cristiane foi resgatada pelos pais em seu apartamento e decidiu excluir Thompson de sua vida. Ele, porém, pediu desculpas e implorou para voltar, como relata a atriz. Reatados, os dois marcaram casamento para 7 de novembro deste ano. Cristiane, no entanto, quase foi morta antes disso, em 31 de outubro, quando mandou as gravações de uma nova agressão à polícia.

“Além das agressões físicas que eu sofri, eu fiquei impossibilitada de trabalhar. Ele tinha a senha do meu celular para ter controle de tudo meu. Teve um dia que ele pegou um fio grosso para recarregar celular para tentar me enforcar”, conta a vítima, que completa: “Tem que ter coragem de lutar! Espero que minha história encoraje outras mulheres. O crime acontece no quarto, sem testemunhas e do lado da pessoa que você confia ‘teoricamente’. Lute pela sua vida. E só se faz isso denunciando”.

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