A reação de Carla Perez e Xanddy quando a filha assumiu ser lésbica
Camilly Victória, filha do cantor Xanddy e da dançarina Carla Perez, voltou a chamar atenção nas redes sociais ao falar sobre sexualidade
atualizado
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Camilly Victória, filha de Xanddy e Carla Perez, voltou a repercutir nas redes sociais ao falar sobre sexualidade e vida pessoal. Aos 24 anos, a influenciadora contou que enfrentou um processo de “heterossexualidade compulsória”, apesar de ter sido acolhida pela família quando assumiu o primeiro namoro com uma mulher.
Em fevereiro, a jovem já havia abordado o tema ao falar sobre o processo de autoaceitação como lésbica. Ela tornou público o primeiro relacionamento em 2023 e destacou que a orientação sexual nunca foi um problema dentro de casa.
“Meus pais estavam lá, de braços abertos. Não só me respeitando, mas também me amando e deixando muito claro que nada além do meu bem-estar importava”, publicou em uma caixinha de perguntas no Instagram.
Apesar do apoio, Camilly explicou que crescer em uma família famosa trouxe desafios. “Eu fui exposta antes de me assumir publicamente“, publicou. “Eu cresci sob um holofote, com muita gente, duas ou três vezes mais velha do que eu, que eu nem conhecia, tentando me dizer quem eu era e quem eu deveria ser.”
Discreta sobre a vida pessoal, ela também revelou que não está solteira. Ao refletir sobre a trajetória, afirmou que o caminho até a autoaceitação foi difícil, mas destacou a importância do suporte familiar.
“Demorei um tempo para ser honesta sobre quem eu era, primeiro comigo mesma e depois com os outros. E esse é um sentimento que eu não desejo para ninguém”, escreveu. “Hoje eu sou extremamente grata por ter a família que eu tenho e por poder ser eu mesma todos os dias, com amor, carinho, respeito e honestidade.”
Heterossexualidade compulsória
Nesta quarta-feira (15/4), a influenciadora chamou a atenção ao usar o termo “heterossexualidade compulsória”, conceito que descreve a pressão social, cultural e política que coloca a heterossexualidade como padrão.
“Além da sexualidade ser fluida, muitas lésbicas também passam pela heterossexualidade compulsória. Eu mesma passei por isso e sei como às vezes leva tempo para entender o que a gente geralmente sente”, compartilhou.
O termo foi desenvolvido pela poeta feminista Adrienne Rich, que defende que “a heterossexualidade é uma instituição política imposta”. Segundo Camilly, esse tipo de cobrança pode dificultar o processo de autoconhecimento.








