Comediante Léo Lins volta a Brasília e promete humor ainda mais pesado

O humorista contou ao Metrópoles como começou a escrever, como a pandemia ajudou a tirar projetos da cabeça e detalhou seu show Perturbador

atualizado 17/02/2022 18:30

Léo Lins Reprodução/Instagram

/É fato que Léo Lins é um dos humoristas que mais estão em evidência no Brasil. Seja por suas polêmicas ou por seu talento, o artista conta com um trabalho amplamente difundido e solidificado. Ele realizou o sonho de viver com o seu trabalho na comédia e se engana quem pensa que ele vai parar por aqui. 2022 promete ser um grande ano para o carioca.

Após passar com Perturbador por Brasília, Léo está voltando à capital para duas apresentações. Amanhã (19/2), às 21h, ele se apresenta no Teatro do Museu Nacional. Já no domingo (20/2), às 20h, ele estará em Águas Claras, no Teatro da Caesb. “Para quem achou o Bullying Arte pesado, esse show vai um pouquinho além”, avisa o comediante.

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Retornar a capital é algo que traz muita felicidade para Léo. “Eu sempre fui muito bem recebido. Fiz um show Drive-In no Estádio Nacional e foi sensacional. Foram 350 carros, mais de 1.000 pessoas, foi coisa de show de rock. Brasília sempre me recebe muito bem e eu falei para mim mesmo que eu tinha que retornar ao teatro da cidade. Antes de parar com o show, eu fiz questão de retornar em Brasília”, explicou ele.

Eu já postei um vídeo sobre Brasília e Águas Claras que tem duas funções: divulgar o espetáculo e filtrar o público. Porque, quem vê o vídeo e se ofende com alguma piada, eu prefiro que essa pessoas não vá ao show porque com certeza essa pessoa vai se ofender com algumas piadas que vão ter lá”, diz Léo Lins.

Carreira

Léo Lins começou a escrever piadas em 2001, quando ainda estava na faculdade de educação física. “O humor sempre foi uma forma de comunicação para mim, para me conectar com o mundo e com outras pessoas.  Eu sempre gostava de fazer as pessoas rirem”, disse o comediante.

Naquela época, ele levou um sentimento ambíguo para seu pai sobre o futuro. “Ele me perguntou o que eu queria fazer e eu disse ‘professor de educação física’. Ele respondeu ‘você está maluco, professor de educação física, vai ganhar dinheiro como? Vai ter que dar aula em 15 colégios para ganhar dinheiro e ainda vai passar fome’. Depois, eu contei que tinha decidido fazer comédia e ele perguntou ‘mas o que houve com aquele sonho de ser professor de educação física, uma profissão tão bonita, vai educar as pessoas'”, contou, aos risos.

Mas foi somente em 2005 quando Léo subiu no palco pela primeira vez. “Foi quando eu contei algo que eu escrevi. Eu fui mestre de cerimônia de um show de mágica e eu fiz mágica cômica, contei anedotas e outra hora eu fiz stand-up e isso foi o que mais me cativou e foi quando eu decidi que aquilo era o que eu queria mesmo fazer isso”, contou.

“Fazer as pessoas rirem é muito gratificante. Se eu conseguisse sobreviver da comédia, não precisava nem ter luxo e  conforto, mas só sobreviver, para mim já estava bom. Não comecei fazendo isso por dinheiro, por fama. E eu consegui viver do que eu gosto e ainda ganhar dinheiro fazendo isso. Quando eu subo no palco, a minha ideia é proporcionar o máximo de risadas possíveis. O meu sonho é um dia matar alguém de rir (risos)”, explica Leo Lins.

The Noite

Alguns anos depois deste trabalho, ele recebeu um convite para fazer testes no The Noite. No início, o lugar no qual ele entrou era destinado para uma mulher. Porém, sem sucesso, a produção do Talk Show ficou entre ele e PC Siqueira. “Eu acabei entrando no programa, fiz testes, gravei matérias e acabaram me selecionando. Estou lá desde o começo, desde a fase de testes. A matéria teste foi gravada em 2010 e o programa foi ao ar no meio de 2011”, explicitou.

O desejo de trabalhar no SBT tinha um objetivo bem claro para Léo Lins. “A TV veio como um meio para eu fazer mais pessoas darem risada, tanto via televisão, quanto levando mais pessoas para o teatro. Se antes eu fazia 100 pessoas rirem, agora eu quero fazer 2 mil pessoas rirem no teatro. Então, a TV para mim foi um meio e não um fim”, explicou.

Com muitos risos, Léo lembrou de quando via o Jô Soares na tela da Globo. “Eu não sei como é que o Jô aguentou quase 30 anos, meu Deus do céu. Antes eu olhava e falava que o Jô estava cansado, ele só vai lá e lê a pauta. Hoje eu penso, ‘meu Deus, ele ainda lia a pauta'”, brincou o comediante, lembrando de um papo com Murilo Couto e Danilo Gentili.

Já com 11 anos de The Noite (SBT), que antes era o Agora é Tarde (Band), ele acredita que o sucesso do programa se dá pela liberdade dada pelos produtores do programa. “A gente tem bastante liberdade, até mais do que deveria (risos), mas é muito gratificante trabalhar em um local que a gente tem tanta liberdade, em que eles têm essa confiança na gente. Essa liberdade e o entrosamento do elenco são ingredientes que contribuem muito para o sucesso do programa. Quando eu entrei ali eu pude explorar mais a minha veia cômica”, relembrou.

“O palco é onde eu mais tenho liberdade. O que eu sempre digo é que o humor não tem limites, mas o ambiente sim. O ambiente é o que vai determinar. A piada que eu vou fazer no The Noite, pode ser que eu não consiga fazer no Passa ou Repassa, porque é um programa dominical, no horário de almoço. O limite que eu tenho no palco é ainda maior porque ali vai quem quer, a pessoa sabe o que ela encontrar”

Léo Lins
Pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus, Léo Lins aproveitou o isolamento para tirar diversos planos do papel. “Possivelmente eu vou estar lançando a Escola Estadual dos Mutantes neste ano, que é para onde vai os mutantes que tem um poder merda e que foram reprovados na escola do Xavier (X-men), consegui dedicar um tempo maior para o meu canal do YouTube, que já está quase batendo 1 milhão e não tem nem um ano que eu voltei. Ainda vou lançar uma graphic novel, chamada Censurado, que vai contar a história de todas as cidades que eu tive problemas viajando com o Bullying Arte, desde protestos, ameaças, até prefeitos que trancaram o teatro e nenhum funcionário apareceu para trabalhar e eu tive que chamar um chaveiro”, explicou.

Quando o assunto são outros sonhos, ele é categórico. “Eu acho que as coisas vão acontecendo. Se, anos atrás, eu olhasse para onde eu estou hoje, eu acho que eu consegui ir muito além do que eu imaginava. Eu lembro que uma época da minha vida, eu não me imaginava ganhando mais de R$ 1.000 por mês. Só de estar vivendo de comédia, de contar piadas, de estar no The Noite, de ter um trabalho relevante na comédia, já lancei cinco livros, história em quadrinhos, já estive em cartaz no cinema, já entrevistei metade de Hollywood pelo The Noite, já entrevistei o Stallone, não é você que está entrevistando um merda que nem eu (risos)”, disparou.

“Mas eu já fui muito além do que eu poderia esperar. Mas eu ainda tenho planos de fazer mais trabalhos no cinema, de transformar uma das minhas histórias em quadrinhos em um desenho animado. Então, sim, eu tenho outros projetos a serem realizados”, finalizou.

Serviço
Perturbador, de Léo Lins
Sábado (19/2), às 21h no Teatro do Museu Nacional, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, e domingo (20/2), às 20h, no Teatro da Caesb, em Águas Claras. Valor: R$ 60 + taxas (meia), R$ 120 + taxas (inteira) e R$ 70 + taxas (ingresso solidário – mediante doação de 1kg de alimento ou agasalho). Classificação indicativa: 14 anos. Compra de ingressos on-line.

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