Bruna Surfistinha para Bolsonaro: “Cuide da moral da própria família”

O filme baseado na vida dela é uma adaptação do livro O Doce Veneno do Escorpião e foi visto por mais de 2 milhões de pessoas nos cinemas

atualizado 19/07/2019 18:37

Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha, rebateu as declarações de Jair Bolsonaro sobre não poder “admitir que com dinheiro público se façam filmes [como esse]”, mencionando o longa Bruna Surfistinha, lançado em 2011, com Deborah Secco no papel principal.

Em entrevista ao jornal Extra, Raquel avaliou que a fala do presidente foi “infeliz”. “Eu digo que ele, antes de fazer juízo de valor sobre os outros, deveria cuidar da moral da própria família e, ainda, do nosso país. Afinal, ele está cuidando demais do que não precisa e fazendo pouco do dever dele principal, que é ser presidente”, afirmou.

O filme baseado na vida de Raquel Pacheco é uma adaptação do livro O Doce Veneno do Escorpião e foi visto por mais de 2 milhões de pessoas nos cinemas.

Ancine

Após participar de evento no Ministério da Cidadania em homenagem ao Dia Nacional do Futebol, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta sexta-feira (19/07/2019), que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) se tornará uma secretaria subordinada a alguma pasta.

“Os governos do PT criaram agência para tudo, onde houve aparelhamento de pessoas e órgãos, e eu fico completamente amarrado”, reclamou.

De acordo com o mandatário do país, as regras para uso do dinheiro público em produções audiovisuais serão modificadas. “Vamos criar um filtro”, adiantou, sem detalhar. Enfatizou que os recursos não serão usados para “pornografia”.

Bolsonaro finalizou: “Estamos vendo se será secretaria dentro de algum ministério subordinado a nós. Se não for assim, vamos extinguir a Ancine”, destacou.

Nessa quinta-feira (18/07/2019), o titular do Planalto alegou “ativismo” na produção audiovisual e citou como exemplo o filme Bruna Surfistinha (2011). “Não posso admitir que, com o dinheiro público, se faça um filme como Bruna Surfistinha. Não temos problema com essa opção ou aquela. O ativismo é que não podemos permitir, em respeito às famílias”, disse.

Últimas notícias