Amiga de Malévola relata prisão no Egito: “Não deram comida, nem água”
Bruna e Malévola foram presas no Egito sob acusações de atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes

Bruna Mercatelli, amiga que foi detida com a influenciadora Malévola Alves no Egito, relatou momentos de tensão durante a prisão das brasileiras. Em vídeos publicados nas redes sociais nesta quinta-feira (22/10), ela contou que passou a madrugada com fome e sede, teve medo de sofrer alguma violência e foi transportada em um camburão fechado por horas, antes de chegar ao aeroporto para voltar ao Brasil.
Bruna Mercatelli, amiga que foi PRESA com Malévola, relata momentos de TERROR na prisão:
“Interrogaram a gente, fizeram várias perguntas indiscretas, de lá, levaram a gente pra outro lugar, que era a penitenciaria, a Mariana dormiu, eu fiquei acordada, não deram comida, não deram água, me levou em um banheiro podre, começou a fazer troca de turno, foi uma situação vexatória tão grande, tirando foto da gente.”
— UpdateCharts (@updatecharts) October 22, 2026
“Eu estou bem agora, mas o que a gente passou foi horrível. Trataram a gente como se fôssemos criminosas”, afirmou Bruna ao chegar ao hotel em um país onde fez conexão durante a viagem de retorno.
Segundo Bruna, a situação começou durante uma visita a uma catacumba em Alexandria, onde ela gravou um vídeo dançando. A brasileira afirmou que um funcionário pediu que apagasse a gravação por não ser permitido fazer aquele tipo de conteúdo no local. Ela disse que atendeu à solicitação, mas que, posteriormente, outra mulher voltou a questioná-la sobre as imagens.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesBruna contou que também havia feito fotografias e não quis apagá-las inicialmente. Depois, um policial responsável pelo local a chamou para uma sala e pediu que mostrasse o celular e excluísse todo o conteúdo produzido nas catacumbas.
A brasileira afirmou que cumpriu as exigências, teve o passaporte fotografado e assinou um termo em que se comprometia a não publicar aquele tipo de conteúdo. Mais tarde, quando o grupo se preparava para deixar o passeio, a van foi cercada por policiais.
De acordo com Bruna, ela e Malévola foram levadas a uma delegacia, onde ficaram esperando por várias horas. A amiga da influenciadora disse que os policiais também recolheram os celulares das duas, que continuavam retidos até o momento em que ela gravou os relatos.
Bruna afirmou ainda que foi questionada sobre sua identidade de gênero e que os agentes fizeram perguntas sobre trabalho e dinheiro durante o interrogatório. Depois, segundo ela, as duas assinaram documentos e registraram as digitais.
As brasileiras também foram informadas de que precisariam pagar fiança e, em seguida, foram levadas a uma penitenciária. Segundo Bruna, elas passaram a madrugada no local, onde não receberam água nem comida durante parte do período em que estiveram detidas. Ela afirmou que não conseguiu usar o banheiro e que as autoridades só levaram frutas depois que as brasileiras choraram e reclamaram da situação.
“Eu não consegui fazer xixi no banheiro, não deram comida para gente, não deram água. Quando eu pedi para ir ao banheiro, o policial — um tirão — me levou lá dentro, perto das celas das presas, sabe? Me levou num banheiro podre, não aceitei ir”, relatou.
Bruna afirmou que ela e Malévola continuaram aguardando por horas após o horário previsto para a liberação, sem informações claras sobre quando poderiam sair. Segundo ela, as duas foram levadas ao aeroporto em um camburão fechado, sem ventilação, e passaram entre três e quatro horas no trajeto. Ao chegar, ainda precisaram esperar em uma sala especial até o horário do voo.
Bruna também disse que os celulares continuavam retidos e que recebeu a informação de que os aparelhos estariam com a embaixada brasileira, mas não sabia se isso era verdade.
Entenda o caso
Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas pelas autoridades egípcias na terça-feira (20/10), após gravarem vídeos para as redes sociais em espaços públicos do país. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, elas foram acusadas de atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes.
As brasileiras foram liberadas na quarta-feira (21/10), após o pagamento de uma fiança de cerca de R$ 10 mil. Em contato com o Metrópoles, o advogado da influenciadora, Jonatha Carvalho Matos, afirmou que Malévola e as demais brasileiras que a acompanhavam vão retornar ao Brasil na noite desta quinta-feira (22/10), com previsão de desembarque por volta das 22h30.
A acusação de assédio a transeuntes prevê, conforme a legislação egípcia, pena de dois a quatro anos de prisão, multa de 100 mil a 200 mil libras egípcias ou ambas as sanções. Segundo o advogado, a legislação permite que o juiz determine apenas multa, apenas prisão ou as duas penalidades.








