Advogados explicam demora na revisão de caso dos irmãos Menendez

Decisão sobre o futuro dos irmãos Menendez está ligada à eleição para promotor na Califórnia

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1 de 1 Foto colorida de Erik e Lyle Menendez - Metrópoles - Foto: Ted Soqui/Sygma via Getty Images

A demora na análise do pedido de nova sentença para Erik e Lyle Menendez ganhou um novo capítulo. Segundo os advogados dos irmãos, os promotores do caso teriam motivações políticas para manter o atraso na análise do processo que pode garantir liberdade aos dois. O novo promotor do caso, Nathan Hochman, seria contrário a soltura dos irmãos, ao passo que seu antecessor, George Gascón, pedia uma nova sentença.

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O que aconteceu?


Hochman argumentou em sua moção que os irmãos mentiram repetidamente sobre o crime e questionou as alegações deles de que teriam matado os pais por “autodefesa” e por um “suposto medo de que sua mãe e seu pai iriam matá-los na noite dos assassinatos”. Os irmãos alegam que foram submetidos a anos de abuso sexual e emocional por seus pais.

Para o promotor, os irmãos não demonstraram “completa percepção e aceitação da responsabilidade” pelo crime. Além disso, declarou que a equipe anterior de promotores ignorou violações significativas das regras na prisão.

Defesa aponta motivação política

Os advogados dos irmãos, liderados por Mark Geragos e Cliff Gardner, consideram que as ações do promotor Nathan Hochman tem motivação política e não foram feitas por raciocínio jurídico.

“A questão aqui é se o registro mostra que a decisão de retirar o pedido de nova sentença foi baseada em ‘razões legítimas ou, em vez disso: ‘uma mudança de rumos políticos'”, afirmou a defesa, segundo reportou o Los Angeles Times.

A defesa também apontou a mudança da equipe de promotores que atuavam no caso ao lado de Gascón e que recomendavam a soltura dos irmãos. A advogada particular Kathy Cady foi escolhida como chefe da unidade de serviços às vítimas do promotor. Ela representou o único membro da família Menendez que se opôs ao resentenciamento dos irmãos, o irmão de Kitty, Milton Anderson, que já morreu.

Sobre os argumentos dos promotores de que os irmãos “mentiram e tentaram fabricar evidências”, a defesa não nega, pelo contrário, diz que os irmãos foram francos com a verdade sobre o crime desde a condenação.

“A moção de retirada contém sérios erros factuais e legais e ignora a consistente assunção de responsabilidade e as expressões de remorso de Erik e Lyle ao longo de décadas na prisão”, destacou também a defesa.

“Risco irracional de perigo”

Outra argumentação da promotoria é de que os irmãos Menendez representariam “um risco irracional de perigo para a comunidade”, fato que foi desbancado pela defesa por meio de testes feitos pelos irmãos, onde os dois obtiveram as menores pontuações de avaliação de risco de crime — zero.

Hochman também fez comparações ao caso dos irmãos ao assassinato do então presidente Robert F. Kennedy em 1968, onde foi negada a liberdade condicional a Sirhan Sirhan pelo assassinato. Para o promotor a falta de conhecimento dos irmãos Menendez sobre seu crime é comparável à do assassino do ex-presidente.

30 membros da família de Erik e Lyle apoiam a soltura dos dois. Isso também foi pontuado pela defesa ao falar que o promotor Hochman entendeu mal o que eram os dois julgamentos dos irmãos, argumentando que “tanto a acusação quanto a defesa reconheceram que a questão do abuso sexual era a peça central de todo o caso”.

Novos caminhos

A tentativa de um resentenciamento dos irmãos é apenas a primeira medida tomada pela defesa de Erik e Lyle. Segundo o Los Angeles Times, eles estão buscando um novo julgamento, baseado em novas evidências descobertas.

Além disso, eles também pedem clemência, pedindo que o o conselho estadual de liberdade condicional lançasse uma avaliação de risco para saber se os irmãos Menendez representariam um risco irracional ao público se fossem soltos.

Caso recebessem clemência e eventualmente tivessem uma audiência de liberdade condicional, Hochman afirmou que ele se oporia à libertação deles.

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