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Brasil

Zema critica prisão de Bolsonaro e diz que "injustiça prevaleceu"

Governador de Minas também prestou solidariedade à família do ex-presidente. Prisão ocorreu na manhã deste sábado (22/11)

22/11/2025 13:31, atualizado 22/11/2025 15:07
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Alan Santos/PR
PT Zema Bolsonaro Belo Horizonte

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22/11) no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), baseou a decisão de decretar a prisão preventiva na violação do equipamento, usado por Bolsonaro enquanto cumpria prisão domiciliar.

Por meio de publicação feita no X (antigo Twitter), o governador mineiro afirmou que “a injustiça prevaleceu” e que “silenciar o opositor não é Justiça, é abuso de poder”.

“O Brasil viu o que já sabíamos: afastaram Jair Bolsonaro do convívio da família, de forma arbitrária e vergonhosa para nossa história […] Divergência política não pode ser motivo para prisão”, diz um trecho da publicação.

Zema também prestou solidariedade à família do ex-presidente. “Nossa luta por um Brasil de ordem, trabalho e verdade continua. Meu abraço aos filhos e familiares. Esse não é o Brasil que queremos”, disse o político.

Veja na ítengra: 

Violação de tornozeleira

Informações do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal enviadas ao STF apontam que houve violação da tornozeleira às 0h08 deste sábado (22/11). O equipamento não chegou a ser rompido, mas, segundo o documento, houve intenção.

“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, diz o relatório.


  • A manifestação mencionada por Moraes foi a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) em frente ao Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico.
  • O ato também levou a Polícia Federal a pedir a prisão preventiva de Bolsonaro, alegando risco à ordem pública.
  • Condenado a 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe de Estado após a derrota na eleição de 2022, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

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Moraes nega pedido de prisão domiciliar humanitária

O ministro Moraes considerou prejudicado o pedido da defesa do ex-presidente para a concessão de prisão domiciliar humanitária.

O pedido dos advogados do ex-presidente foi formulado na tarde de sexta-feira (21/11), com a apresentação de vários laudos, para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar durante o cumprimento da condenação.

Moraes julgou prejudicado o pedido, assim como o requerimento da defesa para a concessão de visita a 16 pessoas, entre elas políticos como os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Júlia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF), além do senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Bolsonaro também havia solicitado a visita do ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Sebastião Coelho e do Padre Kelmon.