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Brasil

Zé Trovão se manifesta contra a paralisação dos caminhoneiros

Grupo de caminhoneiros organiza uma paralisação nesta quinta-feira (4/12) em várias partes do país; sindicato apoia

03/12/2025 09:55, atualizado 03/12/2025 16:13
Reprodução/TV Senado
Reprodução de imagem do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) na CPMI do INSS - Metrópoles

Após um grupo de caminhoneiros anunciar paralisação marcada para esta quinta-feira (4/12), o deputado Zé Trovão (PL-SC), um dos maiores representantes da categoria no Congresso Nacional, manifestou-se novamente sobre o tema. Em um vídeo publicado nesta quarta-feira (3/12), o parlamentar se posiciona contra o ato. Veja:

“Vocês não estão querendo defender quem está preso, não estão querendo defender o presidente Bolsonaro, estão querendo defender interesses próprios, porque até a pauta que vocês trazem não resolve os problemas do transporte […] Querem fazer? Façam. Se der certo, ótimo, mas eu não vou apoiar”, afirmou.

O político justifica o motivo pelo qual não apoiará os caminhoneiros alegando que “quem está chamando esta paralisação não está falando a verdade, não quer usar essa paralisação para defender ou melhorar a vida do caminhoneiro, muito pelo contrário, quer usar isso para se engrandecer e angariar votos para uma possível candidatura a algum cargo político”.

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Os organizadores da manifestação alegam que a paralisação ocorre por pleitos da categoria. Entre as reivindicações, estão a estabilidade contratual do caminhoneiro e a garantia do cumprimento de leis, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e aposentadoria especial de 25 anos de trabalho comprovada com recolhimento ou documento fiscal emitido.

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Os caminhoneiros autônomos que atuam na região da Baixada Santista são contra a paralisação por entenderem que há movimentação política por trás do movimento.

A Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS) argumenta que não houve assembleia ou qualquer reunião para decidir a paralisação entre líderes do setor.

A Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC) apoia as paralisações.

Devido à falta de consenso, é esperado que o movimento tenha adesão baixa, apesar do engajamento de parte da categoria.